Defesa de Mauro Cid pede ao Supremo suspensão da prisão preventiva
Cid está preso, por ordem de Alexandre de Moraes, devido a suposta falsificação de dados de vacinação que envolve também Bolsonaro
Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em Brasília

A defesa do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid, pediu ao Supremo Tribunal Federal a revogação da prisão preventiva dele. A informação foi confirmada pelo R7. Cid foi preso na semana passada, após determinação do ministro Alexandre de Moraes, em uma investigação da Polícia Federal sobre falsificação de dados de vacinação, em um caso que envolve também o ex-presidente Jair Bolsonaro.
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A investigação está sob sigilo. O R7 apurou que a defesa argumentou falta de necessidade da prisão e impossibilidade de ele comprometer o desenvolvimento do que resta para a conclusão da investigação.
Durante a operação da semana passada, agentes da PF apreenderam 35 mil dólares e R$ 16 mil em espécie na casa de Cid, em Brasília. Outras cinco pessoas ligadas ao ex-presidente também foram presas (veja na arte abaixo).
A Operação Venire, da Polícia Federal, sobre o suposto esquema de falsos registros de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde, investiga se Jair Bolsonaro (PL) teria sido imunizado em São Paulo, em 2021, e em Duque de Caxias (RJ...
A Operação Venire, da Polícia Federal, sobre o suposto esquema de falsos registros de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas do Ministério da Saúde, investiga se Jair Bolsonaro (PL) teria sido imunizado em São Paulo, em 2021, e em Duque de Caxias (RJ), em 2022. Foram presos na operação Mauro Cid e Luis Marcos dos Reis, ex-ajudantes de ordens de Bolsonaro; Max Guilherme de Moura e Sergio Cordeiro, seguranças do ex-presidente; Ailton Moraes Barros, candidato a deputado estadual pelo PL no Rio de Janeiro em 2022; e João Carlos de Souza Brecha, secretário da Prefeitura de Duque de Caxias (RJ).
Jair Bolsonaro também foi alvo da operação da PF. Em entrevista a uma rádio, o ex-presidente disse que a ação da PF tinha a intenção de "esculachá-lo" (sic), mas ressaltou que foi tratado com cortesia pelos agentes da PF.
Emissão de certificado de Bolsonaro
Um relatório produzido pela Polícia Federal mostra que a equipe presidencial emitiu o certificado com dados falsos de vacinação do ex-presidente Bolsonaro cerca de duas horas antes de ele deixar o Brasil rumo aos Estados Unidos, no fim do ano passado.
"No dia 30 de dezembro de 2022, às 12h02, o usuário associado ex-presidente da República, utilizando o endereço de IP vinculado ao terminal telefônico cadastrado em nome de Mauro Cesar Barbosa Cid, acessou o aplicativo ConecteSUS e emitiu um novo certificado de vacinação contra a Covid-19", diz um trecho do relatório.
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O documento, segundo a corporação, continha apenas o registro da vacina da Janssen, pois as demais, da Pfizer, já haviam sido excluídas. "Cerca de duas horas depois da emissão do último certificado, Mauro Cesar Cid e o ex-presidente da República Jair Bolsonaro viajaram de Brasília à cidade de Orlando, nos Estados Unidos", completa. O voo decolou por volta de 14h.
Viagem de Cid e a família
O ex-ajudante de ordens viajou para os Estados Unidos com a família com dados de vacinação contra a Covid-19 supostamente fraudados, segundo investigação da PF. A viagem foi em dezembro do ano passado. Cid e a família voltaram em janeiro.
Desde dezembro de 2021, a comprovação de vacinação com ao menos duas doses contra a Covid-19 é necessária para entrar nos EUA. O certificado deixará de ser cobrado no próximo dia 11.







































