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Defesa diz que Bolsonaro desistiu do plano de golpe e pede que STF reconheça recuo

Advogados afirmam que ex-presidente interrompeu a execução das ideias golpistas por iniciativa própria

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A defesa de Jair Bolsonaro informa que ele desistiu de qualquer plano de golpe, pedindo ao STF o reconhecimento desse recuo.
  • Os advogados alegam que Bolsonaro não tomou medidas concretas, como assinar decretos ou mobilizar os militares.
  • A defesa argumenta que ele desestimulou atos antidemocráticos e pediu calma aos apoiadores durante a crise.
  • Caso o STF aceite o argumento de desistência voluntária, a condenação por tentativa de golpe poderia ser afastada.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar desde agosto deste ano Beto Barata/PL

A defesa de Jair Bolsonaro afirmou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que o ex-presidente desistiu de levar adiante qualquer tentativa de golpe de Estado e, por isso, não pode ser condenado pelo crime.

A alegação faz parte do recurso apresentado contra a condenação de 27 anos e 3 meses de prisão imposta pela Primeira Turma do STF, que apontou Bolsonaro como líder da articulação golpista.

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Segundo o documento, Bolsonaro teria recuado antes que qualquer medida concreta fosse tomada. Os advogados dizem que ele não assinou decretos, não emitiu ordens a militares e não deu continuidade às discussões que envolviam um possível uso da estrutura do Estado para reverter o resultado das eleições de 2022.

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A defesa afirma que o então presidente adotou postura pública de desestímulo aos atos antidemocráticos, argumentando que ele chegou a pedir calma aos apoiadores e a negar apoio a manifestações que avançavam para a violência.

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Para os advogados, esse comportamento demonstra que Bolsonaro interrompeu o que seria apenas um início de conversas, antes que se transformassem em crime.

O então Presidente da República não apenas se absteve de praticar qualquer ato formal, como também adotou postura pública de desestímulo e recuo, encerrando, por iniciativa própria, o suposto percurso executivo

(Defesa de Jair Bolsonaro ao recorrer de condenação por trama golpista)

O recurso diz que Bolsonaro tinha meios para prosseguir com o suposto plano, já que poderia, por exemplo, substituir comandantes das Forças Armadas. Mesmo assim, teria escolhido não seguir adiante.

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Os defensores sustentam que essa decisão consciente caracterizaria uma desistência voluntária prevista no Código Penal, que exclui a punição pela tentativa.

A despeito de que tais reuniões e discussões deveriam ser consideradas penalmente neutras (fatos atípicos ou, no máximo, atos preparatórios), ainda que se superasse essa linha interpretativa, é imperioso reconhecer que o mesmo contexto admite a incidência do instituto da desistência voluntária, na medida em que o Embargante, de toda forma, e de modo consciente, por não prosseguir com o suposto “plano”

(Defesa de Jair Bolsonaro ao recorrer de condenação por trama golpista)

A equipe jurídica pede que o STF analise especificamente esse ponto, que teria sido ignorado no julgamento anterior. Caso o argumento seja aceito, a condenação pelos crimes principais relacionados à tentativa de golpe seria afastada, restando apenas eventuais punições por atos já praticados.

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Segundo a defesa, reconhecer o recuo de Bolsonaro é essencial para corrigir o que chamam de injustiças do acórdão que motivou a condenação.

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