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Dino acolhe explicação da Câmara sobre emenda de comissão após fala do líder do PL

Câmara rebateu afirmação de Sóstenes Cavalcante e disse que não há ‘suporte institucional’ sobre divisão de emendas de comissão

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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Flávio Dino
Dino decidiu que declaração de deputado não tem efeito legal Fellipe Sampaio/STF - 8.5.2025

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino acolheu nesta quinta-feira (15) as explicações da Câmara dos Deputados de que não há “suporte institucional” da Casa sobre um possível acordo sobre a divisão de emendas de comissão.

A resposta ocorreu após declaração do líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), que citou o rompimento do acordo como uma alternativa extrema da sigla caso a proposta de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 não fosse pautada para votação.

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Em entrevista no mês passado, Sóstenes disse que o PL poderia não cumprir um acordo firmado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), com os líderes, que prevê que o partido que comanda um colegiado fique com 30% dos repasses, enquanto os 70% restantes são distribuídos entre as demais legendas.

Na decisão, Dino afirmou que a declaração de Sóstenes não tem efeito legal e não representa a posição institucional da Câmara, que reiterou seu compromisso com o plano de trabalho homologado pelo Supremo para assegurar a transparência na gestão dos recursos orçamentários.

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“Em convergência com as informações oficiais da Câmara dos Deputados, esclareço que não há ‘imunidades’ ou ‘prerrogativas’ para que um partido político sozinho, qualquer que seja ele, aproprie-se daquilo que não lhe pertence: o destino de recursos públicos do Orçamento Geral da União”, escreveu o ministro.

Além disso, Dino reforçou que as chamadas “emendas de comissão” e “emendas de bancada” devem seguir regras claras e registrar, com precisão, quem propôs alterações no Orçamento. Essa exigência visa garantir transparência e controle público, impedindo que recursos sejam distribuídos de forma arbitrária ou oculta. O ministro determinou que esse registro seja feito em atas oficiais, mesmo que de forma genérica.

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Após a declaração de Sóstenes, Dino solicitou que o parlamentar explicasse as declarações. O líder do PL alegou imunidade parlamentar para não responder à intimação do ministro.

Sóstenes afirmou não ter sido notificado oficialmente para prestar esclarecimentos. No X (antigo Twitter) o deputado federal disse que, quando receber a intimação, responderá “com a firmeza, transparência e equilíbrio necessário”.

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