'É perda de tempo', diz defesa de Mauro Cid sobre retorno à CPMI do Congresso Nacional
Cid compareceu à Vara de Execuções Penais nesta segunda (11) como parte das imposições feitas por Moraes
Brasília|Giovanna Inoue, do R7, em Brasília

O advogado de Mauro Cid, Cezar Bittencourt, disse que o tenente-coronel vai comparecer à CPMI mais uma vez caso seja reconvocado, mas ressaltou que "é perda de tempo" e que ele ficará em silêncio novamente. O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro compareceu presencialmente à Vara de Execuções Penais (VEP) nesta segunda-feira (11) como parte do acordo de delação premiada homologado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Ele permaneceu no local por cerca de 15 minutos.
Bittencourt também afirma que Cid está bem e tranquilo após a liberação e que ele já encontrou com o pai, general Mauro Lourena Cid, acusado de envolvimento no caso da joias.
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Além de se apresentar à VEP às segundas-feiras, Cid precisa seguir outras seis determinações de Moraes:
• proibição de sair do Distrito Federal e obrigação de ficar em casa à noite e nos fins de semana, sempre com tornozeleira eletrônica;
• proibição de sair do país, com obrigação de entregar os passaportes à Justiça em cinco dias;
• cancelamento de todos os passaportes emitidos pelo Brasil em nome de Mauro Cid;
• suspensão do porte de arma de fogo e de qualquer registro de colecionador, atirador desportivo ou caçador (CAC);
• proibição de usar qualquer rede social; e
• proibição de se comunicar com os demais investigados no inquérito que o envolve e em investigações relacionadas, por qualquer meio, inclusive por intermédio de advogados. Ficam fora dessa proibição apenas a esposa dele, Gabriela Santiago Ribeiro Cid, a filha dele, Beatriz Ribeiro Cid, e o pai dele, Mauro Cesar Lourena Cid.
O advogado de Jair Bolsonaro (PL) e ex-secretário de Comunicação Social da Presidência, Fabio Wajngarten, afirmou que a defesa do ex-presidente só vai comentar a delação premiada fechada entre Cid e a Justiça depois que tiver acesso aos termos do acordo.
Cid na CPMI
Mauro Cid prestou depoimento à CPMI do Congresso Nacional no dia 11 de julho e permaneceu em silêncio. Ele deu uma breve explanação sobre a carreira militar e o papel como ajudante de ordens durante a fala inicial. "Esta função é exclusivamente de natureza militar. Minha nomeação jamais teve qualquer ingerência política [...]. O ajudante de ordens é a única função de assessoria próxima ao presidente que não é objeto de sua própria escolha", disse. Ele também anunciou a decisão de manter-se calado, conforme a orientação da defesa, para não produzir provas contra si mesmo.















