Em depoimento à PF, Monark diz que 'não tem certeza de que houve fraude' nas eleições
Na semana passada, Alexandre de Moraes determinou o bloqueio das redes do influenciador digital
Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em Brasília

Em depoimento à Polícia Federal nesta quinta-feira (29), o influenciador Bruno Aiub Monteiro, conhecido como Monark, afirmou que não tem certeza de que houve fraude nas eleições, mas que, como cidadão, tem essa desconfiança. Na quarta-feira (28), o ex-ministro da Justiça Anderson Torres afirmou, em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que, mesmo após ter participado de uma transmissão ao vivo em que o então presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmava haver fraudes nas eleições, nunca teve acesso a informações da Polícia Federal que confirmassem o teor desse discurso.
"Dado o contexto de como ocorreram as eleições, desconfio de que não houve transparência", disse Monark, que afirmou não ter incentivado a invasão do Congresso e das sedes dos demais Poderes, em 8 de janeiro.
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Além disso, o influenciador digital ressaltou que as falas dele em redes sociais sobre a manifestação "foram apenas sentindo empatia pelos sentimentos de revolta que alguns manifestantes demonstravam". No depoimento, ele disse que não concorda com as atitudes tomadas pelo TSE durante as eleições, o que chamou de censura.
"O interesse é fomentar uma maior transparência nas urnas. Sua opinião não teve intenção de estimular qualquer tipo de vandalismo; que reiterou para seu público que era totalmente contra qualquer tipo de vandalismo ou invasão; que suas falas apenas expressam sua opinião e não são veiculadas como qualquer tipo de informação; que acredita que as instituições estão, infelizmente, aplicando a censura prévia a vários veículos de comunicação, inclusive a ele, e estão violando seu direito constitucional", diz um trecho do depoimento.
Na semana passada, Alexandre de Moraes determinou o bloqueio das redes sociais do influenciador. A decisão ocorreu depois que a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE afirmou ter detectado uma publicação dele com uma entrevista com o deputado federal Filipe Barros (PL-PR) que continha notícias falsas sobre a integridade das instituições eleitorais.
Para o ministro, o papel dos instigadores dos atos, especialmente nas redes sociais, não é circunstância de menor relevância, já que é claro que os meios de comunicação são "parte essencial da empreitada criminosa que resultou nos estarrecedores atos testemunhados" em 8 de janeiro.













