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Quarta Instância

Nova defesa de Vorcaro quer apresentar delação mais robusta e reduzir peso das provas

Advogado vai tentar desidratar valor dos materiais já colhidos e isolar Vorcaro do núcleo central das fraudes investigadas

Quarta Instância|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A defesa de Daniel Vorcaro reformula sua estratégia após a saída do advogado especialista em delação premiada, José Luís Oliveira Lima.
  • O novo advogado, Sérgio Leonardo, busca apresentar uma colaboração mais robusta e isolar Vorcaro do núcleo central das fraudes investigadas.
  • Investigadores acreditam que Vorcaro omitiu informações relevantes e tentou proteger figuras políticas e familiares.
  • A Polícia Federal resiste ao acordo de delação, pois já possui um conjunto robusto de provas contra Vorcaro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Saída de Juca obriga Vorcaro a recompor banca de advogados e mudar de postura Divulgação/Master

A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro decidiu reformular sua estratégia jurídica após a saída do advogado José Luís Oliveira Lima, o Juca, especialista em colaboração premiada.

Sem abandonar as negociações por um acordo de delação, o novo comando da defesa pretende, ao mesmo tempo, tentar apresentar uma colaboração mais robusta e atuar para isolar Vorcaro do núcleo central das fraudes investigadas.


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A linha de defesa buscará sustentar que os elementos já reunidos pelas autoridades não comprovam dolo — ou seja, intenção — nem participação direta do ex-banqueiro nos crimes apurados.

A saída de Juca ocorreu após o fracasso das primeiras negociações de delação premiada, rejeitadas pela Polícia Federal e vistas com forte ceticismo pela PGR (Procuradoria-Geral da República).


Investigadores avaliaram que Vorcaro teria omitido informações consideradas relevantes e tentado preservar figuras políticas e familiares citados nas apurações.

Quem permanece à frente do caso é o criminalista Sérgio Leonardo, amigo pessoal do ex-banqueiro, que agora assume o desafio de reorganizar a estratégia jurídica.


Além de buscar benefícios em uma eventual colaboração mais consistente, a nova defesa tentará reduzir o peso probatório dos materiais já obtidos nas investigações.

Nos bastidores, a avaliação de investigadores é que a resistência da PF ao acordo decorre da percepção de que as autoridades já dispõem de um conjunto robusto de provas e não dependem exclusivamente das informações de Vorcaro para avançar nas apurações.


No gabinete do ministro André Mendonça, que vai decidir se homologa ou não a delação, o clima descrito por interlocutores é de distanciamento e rigor em relação à tentativa de acordo.

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