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Em negociação pelo Ministério do Turismo, União Brasil pede para adiar votação da reforma tributária

O movimento acontece em meio ao impasse pela pasta de Daniela Carneiro; 37 dos 59 deputados do partido assinaram o pedido

Brasília|Hellen Leite, do R7, em Brasília

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Presidente do União, Luciano Bivar assina o pedido
Presidente do União, Luciano Bivar assina o pedido

A maioria da bancada do União Brasil na Câmara dos Deputados pediu o adiamento da votação da reforma tributária, que está pautada no plenário da Casa. O posicionamento foi oficializado por meio de uma nota assinada por 37 dos 59 deputados federais do partido. A movimentação acontece em meio ao impasse que envolve o partido e o Ministério do Turismo. A ministra Daniela Carneiro, que foi indicada pela legenda, vem sofrendo pressão por parte do União Brasil para deixar a pasta. Ela criou um mal-estar com o partido ao pedir a desfiliação. Desde o início de junho, seu posto estava ameaçado.

"Considerando a importância para o país, bem como a complexidade do tema em pauta (Reforma Tributária), a maioria da bancada do União Brasil entende que não há condições de se votar o referido projeto antes de profunda análise junto aos parlamentares e à sociedade brasileira. Portanto, a bancada defende que a votação do projeto ocorra no segundo semestre, propiciando o tempo necessário para melhor estudar e discutir esse tema relevante e complexo. Nosso compromisso é com o Brasil", diz a nota.


Embora o texto também seja assinado pelo presidente nacional do partido, Luciano Bivar (PE), esse não é o posicionamento da bancada do União na Câmara, que deve orientar a votação a favor da reforma.

Mais cedo, o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, anunciou que Daniela Carneiro permanecerá no governo. Antes disso, ela se encontrou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no Palácio do Planalto. A bancada do União pede que a ministra seja substituída pelo deputado Celso Sabino (União-PA).


Havia a expectativa de que ela apresentasse uma carta de demissão, o que não aconteceu. De acordo com Pimenta, o foco do governo está nas votações, pelo Congresso Nacional, das pautas econômicas (reforma tributária, arcabouço fiscal e mudanças no Carf).

Reforma tributária não será adiada, garante Lira

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou não haver a possibilidade de adiamento da votação da reforma tributária. Segundo Lira, o texto da proposta de emenda à Constituição (PEC) deve ser votado nos dois turnos ainda nesta quinta-feira (6).


"Nós entendemos que esse tema já está bastante discutido. Não há nenhuma plausibilidade no pedido de adiamento", disse o presidente da Câmara ao chegar ao Congresso Nacional para a sessão.

"Agora é não criar estas dificuldades à votação de um tema tão importante como esse. Já vai dar muito trabalho a gente dirimir as questões técnicas. É um tema complicado, complexo, de uma legislação muito expansiva", disse.

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