Em dia de convenção do PT no Rio, Lindbergh, Freixo e Quaquá trocam críticas nas redes
Disputa em torno do número 1313 usado na campanha desencadeou embate entre lideranças petistas
2026|Amanda Garcia, do R7, em Brasília
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No dia da convenção estadual do PT do Rio de Janeiro, realizada neste sábado (1º), lideranças do partido protagonizaram uma troca pública de críticas nas redes sociais, expondo divergências sobre a condução da sigla no estado.
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) e o ex-presidente da Embratur, Marcelo Freixo, divulgaram um vídeo informando que não participariam da convenção. Segundo eles, a decisão não está relacionada a “picuinhas internas”, mas à defesa da “democracia” no partido.
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Os dois afirmam que a prioridade é a reeleição do presidente Lula e a eleição de uma bancada maior de deputados federais, além da candidatura da deputada Benedita da Silva (PT-RJ) ao Senado. Apesar disso, criticam a forma como o PT fluminense vem sendo conduzido.
“O Partido dos Trabalhadores não pode, no Rio de Janeiro, ser conduzido como uma capitania hereditária”, afirmou Freixo. Lindbergh disse que o partido “é muito maior do que isso” e defendeu que a legenda seja conduzida “de maneira forte, correta e compatível com sua grandeza”.
Sem citar diretamente nomes, eles também criticaram o que classificaram como “gestos autoritários” e defenderam um debate interno mais amplo sobre os rumos da campanha de Lula no estado.
A declaração provocou reação do prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá (PT), uma das principais lideranças do partido no Rio. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele rebateu as críticas e afirmou que decidiu se manifestar porque o assunto foi levado à esfera pública pelos dois aliados.
Quaquá negou qualquer prática de favorecimento dentro da legenda. Como exemplo, afirmou que o número 1313, utilizado pelo presidente estadual do PT, Diego Zeidan, já havia sido usado por ele na eleição passada para deputado federal e que a escolha está ligada à trajetória política de Maricá, cidade administrada pelo PT.
O prefeito também fez críticas ao histórico político de Freixo e Lindbergh. Sobre Freixo, afirmou que ele apoiou decisões da Operação Lava Jato e que, à época da prisão de Lula, dizia que o movimento “Lula Livre” não era prioridade para a esquerda. Em relação a Lindbergh, declarou que o deputado chegou a cogitar deixar o PT para integrar a fundação do PSOL.
Quaquá afirmou que permaneceu ao lado de Lula durante todo esse período e disse ter participado da organização de caravanas em defesa do então ex-presidente durante sua prisão. “Eu sempre fui do PT”, declarou, ao afirmar que ajudou a fundar o partido em Maricá.
Por fim, o prefeito criticou o que chamou de uma parcela da esquerda de classe média e afirmou que não utiliza a estrutura do governo federal para fazer campanha política. Segundo ele, seu trabalho político é baseado nos resultados da administração de Maricá.
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