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Em nova leva de exonerações, governo Lula dispensa mais seis militares

Membros das Forças Armadas estavam lotados na Presidência, na Vice-Presidência e no Gabinete de Segurança Institucional (GSI)

Brasília|Do R7, em Brasília

Presidente Lula em reunião no Palácio do Planalto
Presidente Lula em reunião no Palácio do Planalto Presidente Lula em reunião no Palácio do Planalto

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aumentou a lista de militares dispensados de suas funções ligadas ao Executivo federal. Em portaria publicada nesta segunda-feira (23) no Diário Oficial da União (DOU), seis membros das Forças Armadas foram dispensados da Presidência, da Vice-Presidência e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Na última semana, 62 militares já haviam sido dispensados de suas funções em diversas áreas do GSI.

Na quinta-feira (19), foram dispensados nove militares que estavam lotados no GSI. Desse total, seis atuavam no Escritório de Representação do GSI, no Rio de Janeiro. Os outros três estavam lotados na Secretaria de Segurança e Coordenação. Com a medida, eles serão realocados em outras frentes de atuação das Forças Armadas.

Na quarta-feira (18), o governo federal dispensou 13 militares de suas funções no gabinete. Na terça-feira (17), 40 membros das Forças Armadas que atuavam na segurança de Lula em Brasília foram dispensados, além de 16 lotados em outras áreas da Presidência da República.

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Desconfiança

As dispensas ocorrem após algumas declarações do petista que demonstram desconfiança em relação aos militares. Durante café da manhã com jornalistas na última semana, Lula disse que contratou pessoas em quem confia para os cargos de ajudante de ordem, postos que eram ocupados por militares no governo anterior.

Na sequência, o presidente afirmou estar convencido de que alguém facilitou a entrada de extremistas durante a invasão, em 8 de janeiro, das sedes dos Três Poderes, em Brasília. "Teve muita gente conivente, muita gente da PM conivente, muita gente das Forças Armadas conivente", disse Lula.

Na ocasião, extremistas que não aceitam o resultado da eleição de 2022 invadiram o Palácio do Planalto e as sedes do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF).

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