Crise coloca em xeque tradição de 57 anos no comando do STF
Os próximos da fila para ocupar a presidência e a vice-presidência do STF são Alexandre de Moraes e Nunes Marques
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A crise que atingiu o STF (Supremo Tribunal Federal) abriu, nos bastidores do Judiciário, uma discussão sobre a troca de comando na Corte, prevista para ocorrer em setembro de 2027.
O desgaste e as investigações que atingem a Corte têm gerado uma preocupação em seguir uma tradição de 57 anos de rodízio na presidência, colocando em xeque a sucessão natural do atual presidente, Edson Fachin.
Leia Mais
Pela regra que existe desde 1969, os próximos da fila para ocupar a presidência e a vice-presidência do STF são, respectivamente, os ministros Alexandre de Moraes e Kassio Nunes Marques.
Entretanto, a citação dos dois em eventuais investigações e diálogos ligados ao empresário Daniel Vorcaro teria gerado apreensão na Corte, segundo interlocutores.
Para magistrados ouvidos em reservado pelo R7, apesar das justificativas, a exposição contínua dos dois ministros fez com que alas do próprio tribunal passassem a questionar o impacto reputacional de manter o rodízio tradicional.
O ministro Gilmar Mendes, decano da Corte Suprema, defendeu, no último domingo, uma “profunda reforma nas instituições do país” para corrigir o que classificou como “práticas perversas” que acabaram por atingir os tribunais e o sistema financeiro.
Embora a Constituição não imponha a regra de antiguidade e a escolha ocorra formalmente por votação entre os ministros, o dilema apresentado coloca o STF entre dois caminhos de alto risco, de acordo com servidores ouvidos pela reportagem.
Ou seja, manter o rodízio automático sob forte pressão política e desgaste reputacional, ou promover um rompimento histórico para buscar um “nome de consenso”, o que quebraria uma tradição de quase seis décadas.
Os ministros
O ministro Alexandre de Moraes nega categoricamente ter trocado mensagens com Vorcaro ou ter autorizado terceiros a falarem em seu nome.
Já o ministro Nunes Marques, que assumiu a presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em maio deste ano, declarou-se impedido de julgar ações relacionadas ao caso, sob a justificativa de preservar a estabilidade da Corte e a neutralidade do processo eleitoral de 2026. A PF (Polícia Federal) encontrou no celular de Daniel Vorcaro a menção a um contrato de R$ 427 milhões em honorários que seriam pagos a um escritório de advocacia. Nas mensagens, os valores são associados à chamada “Turma do KN”, sigla que faria referência a “Kassio Nunes”.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp
















