Esquema do Master teria ‘braço local’ no RJ, com milicianos, policiais e ‘bicheiro’
Operador do jogo do bicho seria integrante do núcleo ‘A Turma’, grupo que monitorava e intimidava desafetos, segundo investigação
Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília
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Investigações da PF (Polícia Federal) sobre o esquema do Banco Master indicaram a presença de um “braço local” do grupo criminoso no Rio de Janeiro, com suposta participação de milicianos, policiais e operadores do jogo do bicho.
Na decisão que autorizou a sexta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (14), o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou que, segundo as investigações, o ramo fluminense da organização criminosa era liderado pelo bicheiro Manoel Mendes Rodrigues.
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Manoel seria integrante do núcleo “A Turma” e, por isso, agia como “elo” entre o comando central do esquema investigado e os suspeitos que atuavam no Rio de Janeiro. “[Ele] aparece, nesta fase, como responsável por disponibilizar mão de obra intimidatória e presença física no estado [fluminense], servindo de instrumento de coerção para a organização criminosa”, afirma a decisão.
Ainda segundo o texto, um parecer do MPF (Ministério Público Federal) apontou que um ex-funcionário de Daniel Vorcaro relatou ter sido ameaçado de morte por um grupo de cerca de sete homens. A vítima detalhou, ainda, que um deles se identificou como Manoel, “amigo do banqueiro”, e que “mexia com jogo do bicho”.
A investigação também revelou que a organização criminosa mantinha uma estrutura composta por policiais federais, da ativa e aposentados, que operavam sob coordenação estratégica de Felipe Mourão — o “Sicário” de Daniel Vorcaro.
As atividades do grupo envolviam desde a obtenção clandestina de dados sigilosos até o monitoramento ilícito da comunicação de autoridades e desafetos.
Nesta etapa da operação, a PF mirou quatro policiais federais envolvidos com a organização criminosa: Valéria Vieira Pereira da Silva, delegada federal; Anderson Wander da Silva Lima, agente federal; além de Francisco José Pereira da Silva e Marilson Roseno da Silva, ambos aposentados.
A reportagem tenta contato com as defesas dos investigados. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.
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