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Quarta Instância

Pai de Vorcaro preso: Mendonça aponta ‘complexa estrutura’ para prática de crimes

Segundo o ministro, Henrique financiava o grupo e, em contrapartida, utilizava-se de seus serviços ilícitos

Quarta Instância|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, foi preso pelo STF por envolvimento em crimes organizados.
  • O ministro André Mendonça aponta uma ‘complexa estrutura’ criminosa com repercussões negativas na sociedade.
  • A prisão é necessária para garantir a ordem pública e evitar a obstrução das investigações.
  • Henrique atuava como operador financeiro, financiando atividades ilícitas do grupo conhecido como 'A Turma'.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

André Mendonça disse ainda que a prisão provisória se mostra, no caso concreto, necessária para garantir a ordem pública Rosinei Coutinho/STF - 23.04.2026

Na decisão em que mandou prender Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou que há fortes indícios de que os investigados integram uma complexa estrutura para a prática de crimes “com uma profunda repercussão negativa na sociedade”.

O ministro disse ainda que a prisão provisória se mostra, no caso concreto, necessária para garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal.


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Isso porque, segundo Mendonça, ainda há integrantes não identificados em liberdade, além do financiamento contínuo das atividades, da capacidade de destruição de provas digitais e o uso de agentes com expertise tecnológica.

“Trata-se de circunstâncias que evidenciam risco concreto de reiteração e de embaraço às investigações”, diz o ministro.


Mendonça ainda aponta Henrique como demandante de serviços ilícitos e operador financeiro do grupo liderado pelo dono do Banco Master.

Mendonça diz na decisão que Henrique exercia, de maneira clara, o papel de destinador de recursos para o financiamento da “Turma”, sendo o valor de R$ 400 mil compatível com a quantia que, segundo as investigações, era destinada mensalmente à manutenção do grupo.


Segundo o ministro, as conversas extraídas de um dos investigados indicam que Henrique permaneceu solicitando serviços ilícitos e providenciando recursos para a manutenção do grupo mesmo após as primeiras fases da Operação Compliance Zero, inclusive com menções a repasses vultosos.

Na prática, segundo a Polícia Federal, os diálogos identificados evidenciam uma relação estável de troca: Henrique financiava o grupo e, em contrapartida, utilizava-se de seus serviços ilícitos.


Defesa

Por meio de nota, o advogado de Henrique Moura Vorcaro, Eugênio Pacelli, afirmou que a decisão “se baseia em fatos cuja comprovação de respectiva licitude e cujo lastro de racionalidade econômica ainda não estão no processo”, “porque não foram solicitados à defesa” nem ao empresário.

“O ideal seria ouvir as explicações antes de medida tão grave e desnecessária. Cuidaremos imediatamente de demonstrar o que estamos a dizer ainda hoje [quinta-feira]”, completou o advogado.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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