Ex-aliados sobem tom contra Flávio Bolsonaro após escândalo do Master
Kim Kataguiri, Caiado e Zema eram tidos como amigos de primeira hora do filho ‘zero um’ do ex-presidente Jair Bolsonaro
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A divulgação de áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, no chamado “Caso Master”, provocou uma reação imediata entre nomes da direita que, até pouco tempo atrás, orbitavam o mesmo campo político do pré-candidato do PL à Presidência.
O episódio expôs fissuras internas e acelerou o distanciamento de antigos aliados e potenciais parceiros eleitorais de Flávio.
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O movimento tido como “mais duro” por aliados do senador partiu do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Em vídeo publicado nas redes sociais, Zema classificou como “imperdoável” a postura do senador e afirmou que as revelações representavam “um tapa na cara dos brasileiros de bem”.
O presidenciável do Novo ainda comparou a situação às práticas que a direita costuma atribuir ao PT, numa sinalização clara de ruptura política e tentativa de ocupar espaço no eleitorado conservador desgastado com o caso.
O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) adotou, em princípio, um tom mais cauteloso. Embora tenha cobrado explicações públicas sobre as relações entre Flávio e Vorcaro e defendido “total transparência” sobre os valores envolvidos, Caiado evitou ataques frontais e pregou a manutenção da unidade da direita contra o governo Lula.
Já nessa quarta-feira (20), disse que políticos “contaminados” por envolvimento com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, não podem assumir a Presidência da República.
Sem fazer menção ao senador Flávio Bolsonaro (PL), também pré-candidato ao Palácio do Planalto, Caiado reclamou que “Vorcaro contaminou todos os Poderes”. “Todos os Poderes estão envolvidos em escândalos”, disse.
O deputado federal Kim Kataguiri (Missão), por sua vez, aproveitou o episódio para ampliar críticas antigas ao núcleo bolsonarista. Kim afirmou que o silêncio de Flávio sobre o Banco Master demonstraria vínculos políticos e interesses que, segundo ele, explicariam a dificuldade do senador em responder às denúncias.
A reação do parlamentar reforçou o afastamento definitivo entre o bolsonarismo e setores ligados ao MBL, que já vinham em rota de colisão com a família Bolsonaro nos últimos anos.
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