Fachin concorda com Moraes e PGR e tira sigilo de nova petição do caso Master
Decisão ocorre um dia antes de julgamento no STF sobre pedido para investigar Moraes por suposta relação com Daniel Vorcaro
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O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, retirou o sigilo de uma nova petição relacionada aos processos que envolvem o Banco Master. A decisão atendeu a um pedido do ministro Alexandre de Moraes e contou com parecer favorável da PGR (Procuradoria-Geral da República).
A medida ocorre antes do julgamento previsto para esta terça-feira (15), quando a Corte deve analisar um pedido para investigar Moraes por suposta relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Em manifestação enviada a Fachin, o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho, afirmou que a petição deveria ser disponibilizada aos integrantes da Corte.
Segundo ele, o texto contém elementos considerados relevantes para que os ministros tenham conhecimento de todos os fatores relacionados ao tema que será discutido no julgamento.
“A PGR não relacionou a mencionada PET por não ter tido acesso à sua existência. Ela não aparece visível à PGR no sistema do STF. Como se trata de documento tido como relevante para que Ministro desse Tribunal possa compreender a totalidade dos fatores que o tema a ser debatido envolve, em coerência com as premissas do parecer anterior, a Procuradoria-Geral da República entende que deve também ser retirado o sigilo da PET 15645 para o conhecimento dos integrantes da Corte.”
Julgamento sobre Moraes
No pedido encaminhado a Fachin, Moraes havia afirmado que o documento possui “elementos essenciais” para o julgamento da PET 16.662, que reúne os documentos envolvendo a suposta relação de Vorcaro com Moraes.
Relatórios produzidos pela Polícia Federal no contexto das investigações do caso Master apontaram que Vorcaro teria enviado mensagens ao ministro para pedir uma intervenção em favor do banco e ajuda para evitar medidas contra a instituição.
A Polícia Federal identificou uma dinâmica utilizada por Vorcaro para enviar mensagens a Moraes. O método consistia em redigir os textos em um aplicativo de notas do celular, fazer uma captura de tela e, segundos depois, encaminhar a imagem ao contato identificado no aparelho como “Alexandre de Moraes BRASILIA”.
O contato atribuído a Alexandre de Moraes tinha ativado, a partir de 17 de setembro de 2025, a função de mensagens temporárias com duração de 24 horas.
Mesmo assim, os rascunhos produzidos por Vorcaro, os horários das ações e os arquivos em PDF permaneceram armazenados nas pastas internas e nos registros analisados pelos peritos da Polícia Federal.
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