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Flávio Bolsonaro afirma que STF ‘parece mais uma delegacia do que uma Corte institucional’

Pré-candidato à Presidência acredita que o Supremo comete ‘interferências’ no processo eleitoral

Brasília|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Flávio Bolsonaro critica o STF, acusando-o de interferir no processo eleitoral do Brasil.
  • Durante evento da CNI, ele mencionou decisões do STF que considera "canetadas", como a tentativa de revogar a redução do IPI.
  • Flávio fez críticas à gestão do presidente Lula, considerando-a um "vexame" na política externa.
  • Ele defende uma relação amigável com os EUA e pediu ao presidente norte-americano para não taxar produtos brasileiros.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Além do Supremo, Flávio teceu duras críticas ao governo Lula Beto Barata/Agência Senado - Arquivo

Pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta segunda-feira (22) que o STF (Supremo Tribunal Federal) “parece mais uma delegacia do que uma Corte institucional” e acusou o tribunal de interferir no processo eleitoral do país. A fala aconteceu durante o evento com presidenciáveis, promovido pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), em Brasília.

“É inaceitável que, nesse país, ainda sejamos submetidos a uma canetada de um ministro do Supremo com decisões do Congresso. O Supremo hoje parece mais uma delegacia do que uma Corte institucional, a todo momento um ou outro naquela Corte querendo definir no processo eleitoral quem pode ser candidato e quem não pode”, disse Flávio.


Ao falar do Supremo, Flávio deu exemplos do que considera “canetadas” feitas pela Corte ao longo dos anos.

“Quando nós aprovamos a redução do IPI em 35%, uma canetada de um ministro do Supremo também tentou revogar isso, alegando que era de cunho eleitoral, quando nós estávamos remando e respirando em função do pós-pandemia. Também, a título de exemplo, ontem foi eleito Arthur Henrique, novo governador de Roraima, concorrendo sub judice, porque, numa canetada, o ministro Flávio Dino entendeu por bem mudar o prazo de desincompatibilização”, pontuou.


Críticas ao governo Lula

Durante seu discurso, o pré-candidato também fez duras críticas à gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele enxerga como “vexame” a forma como o governo brasileiro está lidando com a política externa.

“Um governo pródigo, irresponsável e que trata as pessoas que geram emprego no país como criminosos. Um vexame internacional e colocando ideologia acima dos interesses do povo brasileiro”, comentou.


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Além disso, Flávio comentou que, se eleito, vai priorizar uma relação amigável com os Estados Unidos e que, inclusive, pediu para o presidente americano, Donald Trump, não taxar produtos brasileiros.

“Nós vamos ter um governo pragmático nas relações internacionais. Não dá para, a todo momento, provocar a maior democracia do mundo [EUA] com ofensas, ameaçando o dólar e acusando o governo de ser fascista. Inclusive, eu pedi aos EUA que não houvesse tarifação, pois as empresas brasileiras não aguentariam mais.”


*Estagiária do R7, sob supervisão de Augusto Fernandes, editor-chefe.

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