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Flávio critica investigação contra Valdemar e acusa PF de agir de forma seletiva

Senador saiu em defesa do presidente do PL após decisão do STF que determinou o bloqueio de bens do dirigente

Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Flávio Bolsonaro defende Valdemar Costa Neto após bloqueio de bens determinado por Flávio Dino devido a investigação da PF.
  • Investigação da PF aponta desvio de R$ 119,2 milhões através de emendas parlamentares, com Valdemar supostamente comandando esquema na Câmara dos Deputados.
  • Flávio Bolsonaro critica a PF por agir de forma seletiva, acusando-a de perseguir adversários do governo atual.
  • Operação Transparência revela participação de servidores do PL em esquema de direcionamento de recursos, com planilhas internas e documentos adulterados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Flávio Bolsonaro afirmou que PF "mobiliza recursos para atacar adversários" do presidente Lula Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil - 03.06.2019

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu em defesa do presidente nacional do PL (Partido Liberal), Valdemar Costa Neto, nesta sexta-feira (10), após a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino que determinou o bloqueio de bens do dirigente partidário. A medida faz parte de uma investigação da PF (Polícia Federal) sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares.

Segundo a PF, o esquema teria movimentado R$ 119,2 milhões entre junho de 2024 e março de 2026. Os investigadores apontam que, mesmo sem exercer mandato eletivo, Valdemar teria comandado uma estrutura paralela dentro da Câmara dos Deputados para direcionar recursos conforme interesses políticos e particulares.


Em publicação nas redes sociais, Flávio Bolsonaro afirmou que o presidente do PL responderá às acusações e criticou a atuação da Polícia Federal. “Tenho certeza de que o presidente Valdemar saberá dar todas as respostas aos pontos levantados. Como presidente do maior partido do Brasil, é natural que ele atue politicamente junto aos deputados federais, em especial os do próprio PL”, escreveu.

Na sequência, o senador acusou a PF de agir de forma parcial. “Lamentável ver a PF atuando de forma seletiva para constranger um adversário político do atual governo. A Polícia Federal, que diz não ter efetivo nem recursos para investigar as denúncias contra Lulinha, filho do presidente Lula, mais uma vez mobiliza recursos para atacar adversários do presidente. Essa perseguição precisa parar”, declarou.


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Investigação

A apuração é um desdobramento da Operação Transparência, iniciada para investigar possíveis irregularidades na distribuição de emendas de comissão e do antigo orçamento secreto.


De acordo com a Polícia Federal, o suposto esquema funcionava por meio de uma estrutura informal instalada em setores estratégicos da Câmara dos Deputados. Planilhas internas identificavam recursos destinados ao grupo com as siglas “VCN” ou a expressão “do Valdemar”.

Para dar aparência de legalidade às indicações de recursos, os investigadores afirmam que eram inseridos, de forma fraudulenta, nomes de deputados federais como autores das solicitações encaminhadas aos ministérios. A PF identificou ao menos 21 emendas parlamentares com documentos adulterados. A maior parte dos recursos teria sido destinada a municípios de São Paulo, principal base eleitoral do partido.


Servidores investigados

A investigação aponta a participação de três servidores considerados centrais na suposta estrutura.

Mariangela Fialek, conhecida como “Tuca”, seria responsável pela organização das planilhas e pelo controle das cotas de emendas. Nara Benedetti Nicolau Brum, servidora da liderança do PL, faria a interlocução técnica entre os envolvidos e, segundo mensagens obtidas pela PF, reforçava que Valdemar “não aceitava mudanças” na destinação dos recursos.

Já Garigham Amarante Pinto, advogado e ocupante de cargo na liderança do partido, é apontado como emissário direto de Valdemar Costa Neto. Segundo a investigação, ele negociava valores e áreas prioritárias das emendas, como saúde, esporte e turismo.

O relatório também cita a servidora Priscilla Fernandes da Silva, vinculada à Presidência da Câmara. No entanto, a Polícia Federal afirma que, até o momento, não encontrou elementos que indiquem participação dela em interesses particulares de Valdemar Costa Neto.

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