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STF tira de pauta julgamento sobre governador-tampão no Rio de Janeiro

Nos bastidores, a aposta seria a de que, se o julgamento fosse retomado, poderia ser adiado mais uma vez

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O STF retirou da pauta o julgamento sobre a escolha do governador-tampão para o Rio de Janeiro até o fim de 2026.
  • O adiamento do julgamento pode levar a um pedido de vista, adiando a decisão para após as eleições de outubro.
  • O ex-governador Cláudio Castro renunciou após condenação, e o STF analisa se a escolha será por eleições diretas ou indiretas.
  • Enquanto a decisão não é tomada, Ricardo Couto de Castro, presidente do TJ-RJ, atua como governador interino do estado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministro Edson Fachin
Fachin incluiu ações sobre a Lei Maria da Penha para serem julgadas no plenário Victor Piemonte/STF - 26.3.2026

O STF (Supremo Tribunal Federal) tirou da pauta desta quarta-feira (19) o julgamento que iria definir as regras para a escolha de um governador-tampão para o Rio de Janeiro até o fim de 2026. A Corte também adiou a análise de ações conjuntas que questionavam a Lei Geral do Licenciamento Ambiental.

Nos bastidores, a aposta seria a de que, se o julgamento sobre o Rio de Janeiro fosse retomado, poderia haver um pedido de vista. Nesse caso, os ministros teriam até 90 dias para retomar a discussão, o que deixaria o desfecho para depois das eleições de outubro. Por enquanto, não há uma data para o julgamento ser retomado.


Na pauta desta quarta, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, incluiu a discussão sobre a aplicação das medidas protetivas da Lei Maria da Penha em casos de violência de gênero contra a mulher ocorridos fora do âmbito doméstico ou familiar.

O caso chegou ao Supremo após o TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) negar medidas protetivas a uma mulher ameaçada em ambiente comunitário. Para o tribunal mineiro, a Lei Maria da Penha exige vínculo íntimo entre vítima e agressor para a concessão das medidas.


Leia Mais

Situação política do Rio de Janeiro

Desde a renúncia ao cargo e a condenação por abuso político e econômico do ex-governador Cláudio Castro, o STF analisa se a escolha de um “governador-tampão”, que permanecerá no cargo até o fim de 2026, será por meio de eleições diretas, com voto popular, ou indiretas, em que a decisão cabe à Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).

O julgamento havia sido suspenso em abril, depois de um pedido de vista do ministro Flávio Dino.


Antes do pedido, votaram a favor das eleições indiretas os ministros Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques e Carmem Lúcia. Já o ministro Cristiano Zanin votou por eleições diretas. Ainda faltam os votos de outros cinco ministros.

Enquanto o Supremo não toma uma decisão, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, exerce interinamente o cargo de governador do estado.

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