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Governo lança pacote bilionário para frear preços de diesel, gás de cozinha e querosene de aviação

Propostas reúnem subsídios e incentivos fiscais para reduzir impacto da alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio

Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Governo anuncia pacote de medidas para conter a alta dos combustíveis devido ao conflito no Oriente Médio.
  • Inclusão de subsídios para diesel, com duas modalidades de apoio financeiro para importação e produção nacional.
  • Medidas para gás de cozinha e setor aéreo, incluindo subsídios e isenções de tributos.
  • Projeto de lei propõe punições para aumentos de preços injustificados, visando proteger consumidores.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Medidas do governo buscam conter alta principalmente do diesel Marcelo Camargo/Agência Brasil- 06.06.2024

O governo federal anunciou nesta segunda-feira (6) um pacote bilionário de medidas para reduzir os efeitos da alta dos combustíveis provocada pelo cenário de conflito no Oriente Médio. As ações incluem uma medida provisória, um projeto de lei e decretos assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com foco em amenizar os impactos sobre consumidores, empresas e o abastecimento nacional.

O pacote foi detalhado durante entrevista coletiva de ministros da área econômica. O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, disse que o pacote tem neutralidade fiscal e será pago pelo aumento da arrecadação da União com a alta do petróleo. Segundo ele, o governo vai recorrer a royalties, leilões de óleo e lucro de empresas, medidas que podem render cerca de R$ 31 bilhões em receitas extras.


Além disso, o governo anunciou o aumento do IPI sobre cigarros, medida que deve gerar R$ 1,2 bilhão a mais.

No caso do diesel, foram criados dois tipos de subsídio. O primeiro prevê apoio financeiro de R$ 1,20 por litro para a importação do combustível, dividido entre União e estados que aderirem ao programa. A iniciativa tem duração inicial prevista para abril e maio, com custo estimado de R$ 4 bilhões.


O segundo benefício destina R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no país, com recursos bancados exclusivamente pela União e impacto mensal de cerca de R$ 3 bilhões. Em ambos os casos, a condição é que o desconto seja repassado ao consumidor final.

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Além disso, o governo decidiu zerar PIS e Cofins sobre o biodiesel — componente que representa cerca de 15% da mistura do diesel —, o que também pode gerar uma redução no preço do combustível.


Para o GLP (gás liquefeito de petróleo), utilizado principalmente em residências, foi autorizada a concessão de subsídio de R$ 850 por tonelada importada. A medida pretende equalizar o preço do produto estrangeiro ao nacional, com impacto estimado de R$ 330 milhões e validade inicial de dois meses, prorrogáveis.

O setor aéreo também foi contemplado. Estão previstas duas linhas de crédito que somam até R$ 9 bilhões, com recursos voltados tanto à reestruturação financeira das companhias quanto ao capital de giro.


Paralelamente, o governo zerou PIS e Cofins sobre o QAV (querosene de aviação), reduzindo o custo por litro em R$ 0,07, e autorizou o adiamento de tarifas de navegação aérea para o fim do ano.

Entre as medidas adicionais, o pacote inclui mecanismos para reduzir oscilações bruscas nos preços dos combustíveis e o endurecimento da fiscalização contra práticas abusivas.

Um projeto de lei enviado ao Congresso propõe, inclusive, a criação de um novo crime para punir aumentos injustificados, com penas que podem chegar a cinco anos de prisão.

Adesão dos estados

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que, até o momento, 25 estados aderiram ao programa, enquanto apenas dois ficaram de fora. Esses estados são Rio de Janeiro e Rondônia, segundo o blog da Farfan.

“Eu mesmo levei uma proposta ao Ministério da Fazenda para que, diferentemente do governo anterior, construíssemos com os estados uma solução de mitigação, em linha com a diretriz do presidente, para a importação de diesel, de modo a garantir o abastecimento em todo o país. Já registramos a adesão de 25 estados ao programa. Apenas dois ainda não se manifestaram, mas espero que não deixem sua população exposta a um diesel mais caro. Hoje anunciamos uma nova leva de medidas, minuciosamente estudadas, com neutralidade fiscal para assegurar a estabilidade da economia.”

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