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Após deixar prisão nos EUA, Ramagem critica comando da PF: ‘Polícia de jagunços’

Detido e solto nos EUA, Ramagem relata prisão, nega irregularidades e ataca direção da PF; corporação busca esclarecimentos

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Alexandre Ramagem, ex-deputado federal, foi preso nos EUA por questões migratórias e liberado dois dias depois.
  • Ele criticou a direção da Polícia Federal brasileira, chamando-a de "polícia de jagunços".
  • Ramagem afirmou que sua detenção não teve relação com multas de trânsito, mas com sua situação migratória.
  • Apesar da expectativa de deportação para o Brasil, ele declarou estar com a situação regular nos EUA e não se escondendo.

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Ramagem relata prisão nos EUA, nega irregularidades e critica direção da PF

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem, preso pelo ICE (Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos) na última segunda-feira (13), e solto dois dias depois, falou sobre como foi sua detenção nos Estados Unidos. Em vídeo publicado nesta quinta-feira (16), em suas redes sociais, ele diz que foi preso por uma questão migratória e que sua situação no país já está regularizada.

Representantes da Polícia Federal pretendem se reunir com autoridades dos Estados Unidos para entender as condições que levaram à soltura de Ramagem. No vídeo, o ex-deputado critica diretamente a corporação e seu diretor, Andrei Rodrigues.


“Essa nossa Polícia Federal de outrora, com tanta credibilidade, se tornou o quê? Uma polícia de jagunços desse diretor-geral, Andrei Rodrigues, que declarou haver uma cooperação policial internacional contra uma situação de completa regularidade? Uma vergonha de diretor-geral. Tem que ser afastado imediatamente das funções”, diz Ramagem.

O influenciador Paulo Figueiredo, que também vive nos Estados Unidos, havia informado em suas redes sociais que Ramagem estava preso por uma multa de trânsito. No vídeo, o ex-deputado dá outra versão: “Primeiro que eu fui detido por uma questão migratória, nada de trânsito”, diz Ramagem, afirmando que já pediu asilo para ele e sua mulher no país.


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Alexandre Ramagem, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), já foi delegado da Polícia Federal e diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência). No ano passado, ele foi condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, recebendo pena de 16 anos, 1 mês e 15 dias em regime fechado, além de perder o mandato.

No entanto, antes de ser preso, Ramagem fugiu para os Estados Unidos com sua família. Após sua prisão no país nesta semana, o governo brasileiro tinha a expectativa de que ele fosse deportado para o Brasil, onde seria preso para cumprir pena por sua condenação na trama golpista.


O ex-deputado também diz que não está “se escondendo” nos Estados Unidos, já que sua situação, segundo ele, estaria regular.

“A minha liberação então acabou sendo administrativa, sem necessidade de qualquer pleito, qualquer procedimento judicial. Não houve nem pagamento de fiança, que é comum nesses casos migratórios. Ou seja, eu não apenas estou absolutamente com situação regular, como eu não estou me escondendo aqui nos Estados Unidos”, diz o ex-deputado.

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