Governo quer tornar programa de socorro às companhias aéreas política permanente
Fazenda discute com BNDES garantias do financiamento, que incluem juros e prazos
Brasília|Plínio Aguiar e Ana Isabel Mansur, do R7, em Brasília

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que o governo federal planeja tornar o programa de socorro às companhias aéreas uma política permanente. Em entrevista exclusiva ao R7, Costa Filho declarou que a expectativa do Executivo é apresentar a proposta nas próximas semanas. "A gente está trabalhando essa agenda de crédito ao lado do ministro [da Fazenda, Fernando] Haddad, e do presidente do BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Aloizio Mercadante]", destacou.
Segundo o ministro, o governo estuda o valor, o formato e as características, como as garantias do financiamento, os juros e os prazos. A ideia é construir um projeto semelhante ao de outras áreas da economia.
"Até porque o agronegócio, o setor automotivo, o da construção civil têm direito a crédito. É mais do que legítimo e importante que as companhias aéreas também tenham a possibilidade de ter crédito para comprar novas aeronaves, requalificar aquelas já existentes, ampliar a malha de aviação", argumentou.
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No fim de janeiro, Silvio Costa Filho afirmou que o fundo de apoio às empresas do setor de aviação poderia variar entre R$ 4 bilhões e R$ 6 bilhões. A análise do projeto é feita em conjunto com o Ministério da Fazenda e a Casa Civil. A reportagem apurou que os recursos não envolvem despesas primárias.
Mercadante já declarou que o BNDES não abre mão de garantias. O banco estuda há meses a oferta de uma linha de capital de giro para as aéreas, mas esbarra nesse problema. As empresas chegaram a mencionar slots (espaços em aeroportos) e aeronaves em leasing (uma espécie de aluguel) como opções, mas a oferta não prosperou.
Túnel em São Paulo
Costa Filho se reúne nesta quarta-feira (13) com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, para discutir o túnel submerso que vai ligar Santos ao Guarujá. A obra, que deve custar R$ 12,6 bilhões até 2028, será financiada com recursos da União, por meio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), e do estado de São Paulo.
O cronograma da consulta pública do túnel será lançado nesta quarta (13) e a expectativa do governo é abrir a licitação do empreendimento em novembro. “A gente quer fazer um amplo debate, receber sugestões e críticas, porque são as divergências que constroem as convergências”, afirmou Costa Filho.
"A obra terá 860 metros entre as margens (incluindo embocaduras) e ficará imerso sob o fundo do canal a uma profundidade de 21 metros. O empreendimento beneficiará mais de 5 milhões de pessoas, incluindo os 1,6 milhão de habitantes da Baixada Santista, além de mais de 4 milhões de turistas que anualmente visitam o litoral norte paulista", divulgou o governo federal.















