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PF apura transferência de R$ 14,2 milhões de fundo ligado à Refit para familiares de Ciro Nogueira

Corporação investiga se os repasses camuflaram vantagens indevidas ou se correspondem a serviços prestados

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal investiga transferências de R$ 14,2 milhões de um fundo ligado à refinaria Refit para familiares de Ciro Nogueira.
  • O objetivo da investigação é entender a justificativa econômica para essas movimentações e identificar possíveis irregularidades.
  • A operação pode levar à remessa do caso para instâncias superiores da Justiça, dependendo dos resultados das apurações.
  • A operação Sem Refino, que começou recentemente, também investiga outros envolvidos, com bloqueio de bens de R$ 52 bilhões.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A PF vai analisar contratos e deve ouvir executivos do fundo, da refinaria, além de parentes do senador Senado/Arquivo

A PF (Polícia Federal) investiga uma movimentação financeira que envolve a quantia de R$ 14,2 milhões. O montante teria saído de um fundo de investimento ligado à refinaria Refit (antiga Refinaria de Manguinhos) e repassado para empresas pertencentes a familiares do senador e ex-ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI).

As informações constam em documento enviado ao STF (Supremo Tribunal Federal). A investigação faz parte de desdobramentos que buscam esclarecer a natureza dessas transferências e se há indícios de lavagem de dinheiro, corrupção ou outras irregularidades fiscais e políticas.


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De acordo com as apurações preliminares da PF e relatórios de órgãos de controle financeiro, o dinheiro partiu de um fundo estruturado que possui ligações societárias ou financeiras com o grupo controlador da Refit.

Segundo a PF, a Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis Ltda., registrada em nome de familiares do senador, apareceu na contabilidade da empresa Athena Real Estate Ltda. com as movimentações milionárias.


A principal linha de investigação da PF busca entender a justificativa econômica para esses repasses. Os investigadores apuram se os R$ 14,2 milhões correspondem a serviços prestados de fato ou se a estrutura empresarial foi utilizada para camuflar o repasse de vantagens indevidas.

O inquérito da Polícia Federal deve avançar com:


  1. A quebra de sigilo bancário e fiscal dos envolvidos (se autorizada pelo Judiciário);
  2. A análise de contratos e notas fiscais que comprovem a prestação dos serviços alegados;
  3. Depoimentos dos executivos do fundo, da refinaria, além de familiares do senador.

Caso as suspeitas se confirmem, o caso pode ser remetido às instâncias superiores da Justiça, dado o foro por prerrogativa de função que o senador possui em determinadas esferas de atuação. Se as justificativas comerciais forem comprovadas, o caso pode ser arquivado.

Deflagrada na semana passada, a Operação Sem Refino teve como alvo principal o ex-governador do Rio, Cláudio Castro. A Polícia Federal investiga se a máquina pública estadual foi usada para beneficiar Ricardo Magro e o grupo Refit.


Por determinação do STF, que autorizou mandados de busca e apreensão, foram bloqueados R$ 52 bilhões em bens dos investigados.

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