Invasão do Planalto, STF e Congresso em Brasília

Brasília Ibaneis Rocha vai à Polícia Federal para prestar depoimento

Ibaneis Rocha vai à Polícia Federal para prestar depoimento

Governador do Distrito Federal foi afastado após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal

  • Brasília | Do R7, em Brasília

Ibaneis Rocha durante reunião com os presidentes de empresas e órgãos vinculados ao GDF

Ibaneis Rocha durante reunião com os presidentes de empresas e órgãos vinculados ao GDF

Tony Oliveira/Agência Brasília - 5.1.2023

Afastado do comando do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB) está na Polícia Federal nesta sexta-feira (13) para prestar depoimento. O emedebista chegou ao local para prestar depoimento espontaneamente, por volta das 11h, segundo confirmou ao R7 um dos advogados, Cléber Lopes.

Ibaneis foi afastado por 90 dias do governo por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, referendada nesta quinta-feira (11) pelo plenário da Corte. O afastamento ocorreu após atos de vandalismo nas sedes dos Três Poderes, no último domingo (8), em Brasília. 

Reeleito nas eleições de 2022, o governador afastado disse, nesta quarta-feira (11), que acredita ter havido sabotagem de policiais militares durante os atos de vandalismo que depredaram os prédios do Congresso Nacional, Palácio do Planalto e STF. Por meio dos advogados que o representam, Alberto Toron e Cléber Lopes, Ibaneis alega ter recebido informações incorretas sobre as ações de segurança na Esplanada dos Ministérios.

"O desenvolvimento das investigações tem, a cada dia, revelado e trazido fatos novos, que indicam uma espécie de sabotagem na ação de policiais militares. Indicam também que ele teve informações erradas e falseadas e que, portanto, não se pode dizer, de maneira nenhuma, que estivesse conluiado com o movimento que se deu no último domingo (8)", afirmaram os advogados.

Afastado do governo

O Supremo Tribunal Federal decidiu, na quarta-feira (11), manter o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), afastado do cargo por 90 dias. Oito ministros acompanharam o voto de Alexandre de Moraes. André Mendonça e Nunes Marques foram os únicos que votaram contra.

O plenário também referendou a decisão que pede a prisão do ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres — ele está de férias nos Estados Unidos e ainda não retornou ao Brasil, mas diz que vai se entregar e apresentar defesa. 

Na decisão, Moraes alega que "absolutamente nada justifica a omissão e conivência do secretário de Segurança Pública e do governador do Distrito Federal com criminosos que, previamente, anunciaram que praticariam atos violentos contra os Poderes constituídos".

Para Moraes, Ibaneis Rocha teve "conduta dolosamente omissiva" por ter feito declarações  públicas "defendendo uma falsa livre manifestação política em Brasília — mesmo sabedor por todas as redes que ataques às instituições e seus membros seriam realizados —, como também ignorou todos os apelos das autoridades para a realização de um plano de segurança semelhante aos realizados nos últimos dois anos em 7 de setembro, em especial, com a proibição de ingresso na Esplanada dos Ministérios pelos criminosos terroristas; tendo liberado o amplo acesso."

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