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Interferência estrangeira, Pix e terras raras: veja os destaques do discurso de Lula na ONU

Evento reúne chefes de Estado na sede da ONU em Nova York para discutir questões mundiais e avançar soluções comuns

Internacional|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula defendeu a soberania brasileira, criticou sanções unilaterais e abordou temas como mudança climática, transição energética e justiça social.
  • O presidente destacou a importância do Pix como sistema público de pagamentos e defendeu a regulamentação da Inteligência Artificial e das Big Techs.
  • Ele propôs mudanças trabalhistas, incluindo o fim da jornada 6x1 e a promoção da igualdade de gênero no mercado de trabalho.
  • Lula abordou a exploração de minerais críticos, rejeitou interferência militar estrangeira e criticou a perda de credibilidade da ONU, condenando também a violência em Gaza e o embargo a Cuba.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Como de praxe, o discurso de abertura da assembleia foi feito pelo Brasil Ricardo Stuckert/Flickr Lula - 22.09.2026

Ao fazer o tradicional discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira (22), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a soberania brasileira e de outros países, reforçando as críticas a sanções unilaterais e dinâmicas “neocoloniais”, referência às intervenções dos Estados Unidos na América do Sul. Na fala, o petista também tocou em assuntos como emergência climática, transição energética, tecnologia, multilateralismo e justiça social.

O evento reúne chefes de Estado e governo dos Estados-membros na sede da ONU em Nova York para discutir questões mundiais e avançar soluções comuns.

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Leia Mais

Veja os principais temas abordados no discurso do presidente Lula:

  • Pix e proteção digital

Ao defender o Pix, Lula declarou expressamente que o governo não cederá às pressões de multinacionais que tentam privatizar a ferramenta e garantiu a proteção do sistema público de pagamentos.

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Na fala, o presidente também advertiu sobre os riscos da ausência de regras na Inteligência Artificial, defendendo a regulamentação da tecnologia e das Big Techs. As críticas também foram direcionadas ao mercado de apostas digitais (bets) e afirmou que “não vai tolerar esse modelo de negócio no Brasil”.

  • Fim da Escala 6x1 e igualdade de gênero

O presidente também defendeu o fim da jornada 6x1, para assegurar que cada trabalhador tenha 2 dias livres por semana para descanso, qualificação profissional e convivência familiar. Em complemento, Lula citou a igualdade de gênero e atribuiu a participação feminina ao fim da escala predominante no país.

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“Estamos construindo um Brasil em que as mulheres não precisam pedir licença para ocupar espaços de poder ou se inserir no mercado de trabalho”, disse.

  • Minerais Críticos e Transição Energética

Uma das pautas de maior disputa entre o Brasil e os Estados Unidos, a questão dos minerais críticos e terras raras também foi um dos assuntos abordados por Lula. Ao comentar sobre as reservas brasileiras, ele exigiu que a exploração desses recursos traga como exigência a geração de valor no território brasileiro, a transferência de tecnologia e o abastecimento de setores estratégicos do país.

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“Nossas riquezas naturais pertencem ao povo brasileiro — e é em benefício dele que serão exploradas”, pontuou.

  • Segurança Pública, Lei Antifacção e Soberania

Em meio às ameaças de interferência dos Estados Unidos, Lula afirmou que o país não terceirizará a defesa de suas fronteiras e rejeitou a presença militar estrangeira. “Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas”, disse.

Ainda na questão de segurança, o petista destacou a aprovação da Lei Antifacção e a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia em Manaus.

  • Crise na ONU e democracia

Lula voltou a comentar sobre a perda de credibilidade da ONU e criticou o direito de veto exercido por grandes potências.

O enfraquecimento da ONU não é recente e vem se aprofundando nos últimos anos, em parte, pelo corte do financiamento pelos EUA para a manutenção de missões e projetos.

Durante seu discurso, o petista condenou a violência contra civis em Gaza, pediu vias diplomáticas para a guerra na Ucrânia e criticou o embargo econômico a Cuba.

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