Itamaraty critica Israel por plano de ocupar Cisjordânia: ‘Violação de direito internacional’
Governo brasileiro afirmou que plano compromete o alcance de uma paz sustentável na região
Internacional|Do R7, em Brasília
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O Itamaraty publicou nesta sexta-feira (15) nota em que condena o anúncio do governo de Israel de ocupar a Cisjordânia. Segundo divulgado pelo próprio ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, a expectativa do governo israelense é construir um assentamento na região.
“O governo brasileiro condena o anúncio do governo israelense de aprovação de plano para a construção de mais de 3.400 unidades habitacionais em novo assentamento na ‘região E1′, entre Jerusalém Oriental e Jericó, no Estado da Palestina. O projeto ameaça dividir a Cisjordânia em duas partes — Norte e Sul — e isolar Jerusalém Oriental do restante daquele território", diz a nota brasileira.
Na avaliação do Itamaraty, o projeto ameaça dividir a Cisjordânia em duas partes — Norte e Sul — e isolar Jerusalém Oriental do restante daquele território.
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“A medida representa flagrante violação do direito internacional, em especial da Resolução 2334 (2016) do Conselho de Segurança, assim como grave afronta ao parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça, emitido em 19 de julho de 2024, que considerou ilícita a contínua presença de Israel no território palestino ocupado e concluiu ter aquele país a obrigação de cessar, imediatamente, quaisquer novas atividades em assentamentos e de evacuar todos os seus moradores”, diz.
O Itamaraty acrescenta: “Ao recordar o direito inalienável do povo palestino a um Estado independente e soberano, o Brasil insta Israel a abster-se de adotar ações unilaterais equivalentes à anexação do território palestino ocupado, as quais ameaçam a viabilidade da implementação da solução de dois Estados e comprometem o alcance de uma paz sustentável na região”.
Qual foi a posição do Itamaraty em relação ao plano de Israel para a Cisjordânia?
O Itamaraty publicou uma nota condenando o anúncio do governo de Israel sobre a ocupação da Cisjordânia, afirmando que o plano compromete a paz na região.
O que o governo israelense planeja construir na Cisjordânia?
O governo israelense, através do ministro das Finanças Bezalel Smotrich, anunciou a construção de mais de 3.400 unidades habitacionais em um novo assentamento na região E1, entre Jerusalém Oriental e Jericó.
Quais são as consequências do plano de assentamento segundo o Itamaraty?
O Itamaraty alerta que o projeto pode dividir a Cisjordânia em duas partes, Norte e Sul, e isolar Jerusalém Oriental do restante do território palestino.
Como o Itamaraty classifica essa ação do governo israelense?
A nota do Itamaraty considera a medida uma violação do direito internacional, citando a Resolução 2334 do Conselho de Segurança e um parecer da Corte Internacional de Justiça que considera ilícita a presença contínua de Israel no território palestino ocupado.
Qual é o apelo do Brasil em relação ao povo palestino?
O Itamaraty reafirma o direito do povo palestino a um Estado independente e soberano, instando Israel a evitar ações unilaterais que possam ser vistas como anexação do território palestino ocupado, o que comprometeria a solução de dois Estados e a paz na região.
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