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Justiça italiana julga nesta terça novo pedido de extradição de Carla Zambelli

Ex-deputada foi condenada pelo STF por perseguir homem com uma arma; defesa diz estar confiante na rejeição do pedido

Brasília|Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Justiça italiana julga pedido de extradição de Carla Zambelli, condenada pelo STF a cinco anos e três meses de prisão por perseguir armada um homem.
  • A Corte de Cassação anulou a tramitação anterior por falhas processuais, determinando nova análise em primeira instância.
  • A defesa de Zambelli está confiante na rejeição do pedido, alegando compatibilidade com a legislação e tratados internacionais.
  • Este é o segundo pedido de extradição em 2023; o primeiro foi rejeitado devido a questões de imparcialidade no julgamento do STF.

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Julgamento de Carla Zambelli por perseguir um homem, com arma em punho, começa no STF
Carla Zambelli perseguiu homem com arma um dia antes do 2º turno, em 2022 Reprodução/Redes sociais

A Justiça italiana julga nesta terça-feira (27) outro pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli para o Brasil. O processo tem relação com a condenação a cinco anos e três meses de prisão, imposta pelo STF (Supremo Tribunal Federal), por Zambelli perseguir armada um homem na véspera do segundo turno das eleições de 2022.

A audiência vai reavaliar o processo após a Corte de Cassação, instância máxima do sistema judicial italiano, anular em julho a tramitação anterior por falhas processuais e determinar que o caso voltasse à primeira instância. Em abril, a Corte de Apelação de Roma havia decidido a favor da extradição.

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A defesa de Zambelli afirma estar confiante na rejeição do pedido. Em nota, o advogado Eduardo Maurício declarou que a recusa à extradição seria a única medida compatível com a legislação e os tratados internacionais.

“Eduardo Maurício, advogado de Carla Zambelli, assevera estar confiante no julgamento definitivo da audiência no processo de extradição designado para 27 de outubro, sendo a recusa à extradição por parte de Itália a única medida que atenderá ao cumprimento da Lei, Convenções e Tratado internacionais”, afirmou.

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Este é o segundo pedido de extradição de Zambelli analisado pela Justiça italiana neste ano. O primeiro estava relacionado à condenação do STF a dez anos de prisão pela invasão dos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Em maio, a Corte de Cassação rejeitou a extradição da ex-deputada nesse processo. A decisão apontou problemas relacionados à imparcialidade do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF.

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Condenação por perseguição armada

O caso que será analisado pela Justiça italiana envolve um episódio ocorrido em São Paulo, na véspera do segundo turno das eleições de 2022.

Na ocasião, Zambelli se desentendeu com o jornalista Luan Araújo após um ato político e o perseguiu pelas ruas do bairro dos Jardins com uma pistola em punho.

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O STF condenou a então deputada a cinco anos e três meses de prisão. A decisão foi tomada por nove votos a dois pelo crime de porte ilegal de arma de fogo e por dez votos a um pelo crime de constrangimento ilegal com emprego de arma.

Em junho deste ano, o ministro Gilmar Mendes, relator do caso no Supremo, encaminhou à Itália documentos para subsidiar o pedido de extradição. O magistrado defendeu a regularidade do processo e destacou que a condenação foi confirmada por ampla maioria dos ministros.

Entre as garantias apresentadas às autoridades italianas estão a previsão de cumprimento da pena na Penitenciária Feminina de Brasília, o acesso de Zambelli a advogados e familiares e à representação diplomática da Itália, além da possibilidade de envio periódico de informações às autoridades italianas, mediante solicitação formal.

Primeiro pedido foi rejeitado

Em maio deste ano, a Corte de Cassação reverteu a decisão da Corte de Apelação de Roma a favor da extradição de Zambelli no processo da condenação pela invasão aos sistemas do CNJ.

Segundo o entendimento da Justiça italiana, Moraes teria atuado em uma “dupla veste”, como julgador e como pessoa afetada pelo crime atribuído à ex-deputada. Durante a invasão dos sistemas do CNJ, foi inserido um mandado de prisão falso contra o ministro.

Após a decisão, Zambelli deixou a prisão em Roma, onde estava detida desde julho do ano passado.

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