Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

Lira convoca sessão na Câmara para votar projeto que flexibiliza licitações durante calamidades

Convocação aconteceu após uma reunião com o presidente Lula e líderes dos outros Poderes

Brasília|Victoria Lacerda, do R7, em Brasília

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Lira convoca sessão na Câmara para votar projeto que flexibiliza licitações durante calamidades
Lira convoca sessão na Câmara Ricardo Stuckert / PR - 17/08/2024

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), convocou uma sessão extraordinária para esta quarta-feira (18) com o objetivo de discutir um Projeto de Lei que propõe flexibilizar as regras de licitação durante estados de calamidade pública. A proposta, elaborada pelo líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), visa ajustar as normas para compras e contratações de serviços em situações emergenciais.

A convocação da sessão foi feita na noite de terça-feira (17), após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e líderes dos outros Poderes. Lira destacou que a Câmara fará esforços para assegurar recursos no combate aos incêndios que afetam várias regiões do país.


LEIA TAMBÉM

Embora o Projeto de Lei já tenha sido aprovado pelos deputados, ele precisa ser revisado pela Câmara devido a alterações feitas pelos senadores. O objetivo do projeto é ratificar regras que foram estabelecidas por uma MP (medida provisória) editada por Lula em maio, mas que expirou em setembro.

Uma das mudanças feitas pelos senadores permite o uso do superávit financeiro do Fundo Social, limitado a R$ 20 bilhões, para financiar ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas e enfrentamento de calamidades públicas.


Entenda o projeto

O PL 3117/24 faz parte de um pacote legislativo para lidar com os efeitos dos temporais e enchentes no Rio Grande do Sul no primeiro semestre deste ano. De acordo com o texto, os contratos realizados sob a nova lei terão duração de um ano, podendo ser prorrogados por mais um ano. O gerenciamento de riscos será realizado apenas durante a gestão pelo órgão responsável, visando agilizar o processo de contratação.

O projeto também prevê a possibilidade de ajustes no contrato inicial, permitindo um aumento de até 50% em seu valor, se necessário. Além disso, inclui as seguintes medidas:


  • dispensa a elaboração de estudos técnicos preliminares para obras e serviços comuns;
  • admite a apresentação simplificada de anteprojeto ou projeto básico;
  • reduz pela metade os prazos mínimos para a apresentação das propostas e dos lances;
  • prorroga contratos vigentes por até 12 meses;
  • permite contratos verbais, de até R$ 100 mil, quando a urgência da situação não permitir a formalização contratual; e
  • suspende a exigência de documentos relacionados às regularidades fiscal e econômico-financeira em locais com poucos fornecedores de bens ou serviços.

“As mudanças previstas servirão para outras situações de calamidade pública que vierem a ocorrer no país, considerando o cenário agravante dos incêndios no Pantanal e da seca na Amazônia”, defende José Guimarães (PT-CE).

Responsabilização de crimes ambientais

A AGU (Advocacia-Geral da União) criou um grupo para articular a responsabilização de crimes ambientais em todo o território nacional. A portaria, publicada nesta quarta-feira (18) no Diário Oficial da União, informa que a equipe, chamada de ‘AGU Enfrenta’, contará com um núcleo de cooperação na área criminal para apoiar a persecução de grandes infratores e criminosos, além de atuar nas esferas civil e administrativa.


O texto também estabelece que a AGU poderá atuar como assistente de acusação em ações penais ambientais, em articulação prévia com o Ministério Público Federal, em casos de grande impacto. Além disso, a equipe apresentará relatórios semestrais sobre os trabalhos desenvolvidos e os resultados obtidos. A portaria entrará em vigor em uma semana.

O ministro Jorge Messias da AGU disse, em um evento nessa segunda-feira (16), que a postura do governo será de ‘tolerância zero’ em relação a crimes ambientais. Segundo ele, todas as ações serão adotadas para responsabilização integral dos infratores, no âmbito criminal, administrativo e cível.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.