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Lula convida Japão a ajudar o Brasil a recuperar ‘40 milhões de hectares degradados’

Presidente voltou a defender financiamento dos países ricos e que nações pobres têm direito hoje a US$ 1,6 trilhão

Brasília|Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

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Lula defende financiamento de países ricos para nações em desenvolvimento Ricardo Stuckert/PR - 27.03.2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (27), que convidou o Japão para ajudar o Brasil a recuperar “40 milhões de hectares degradados”, a fim de transformar o espaço, que é maior que Portugal, em área de produção de alimentos e animais. Em entrevista, o petista cobrou ainda o financiamento de países ricos e defendeu que, atualmente, as nações em desenvolvimento têm direito a US$ 1,600 trilhão.

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“Eu quero que os japoneses descubram que se quiser produzir etanol o Brasil tem muita terra, o Brasil tem muita água, o Brasil tem muito sol e nós estamos convidando os japoneses para ajudar a gente a recuperar 40 milhões de hectares degradados que a gente pode transformar numa área produzida que é maior do que Portugal, essa área degradada no Brasil. Então a gente pode produzir o que a gente quiser, pode produzir mais comida, pode produzir mais eucalipto, pode produzir, criar mais gado, criar mais galinha, criar mais porco, criar mais cavalo, criar tudo o que a gente quiser”, disse Lula.

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“Da mesma forma que o Japão nos ajudou a encontrar uma solução para o cerrado, que era tido pelos brasileiros como uma região de terra ruim, de terra arrasada, que as árvores eram pequenas e tortas, portanto, ali não dava nada se plantasse. E os japoneses com a sua tecnologia nos ajudaram a transformar o cerrado em um lugar mais produtivo do país”, lembrou o presidente.

As declarações foram dadas por Lula em entrevista coletiva em Tóquio, no Japão. Na ocasião, o presidente brasileiro cobrou o financiamento de países ricos para nações em desenvolvimento. “Nós teremos direito a quase 1 trilhão e 600 bilhões de dólares, coisa que não vai acontecer”, ponderou. Na agenda, o petista destacou a realização da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), que será realizada em novembro deste ano em Belém (PA).

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“A COP que nós vamos realizar no Brasil, nós queremos fazer, possivelmente, eu tenho dito, da mesma forma que nós fizemos o melhor G20, nós vamos fazer o melhor BRICS, nós vamos fazer a melhor COP. Nós não queremos uma COP que seja um festival de pessoas andando para lá e para cá, como se fosse um shopping de produtos, sabe, climáticos, produtos ambientais, em que todo mundo compra o que quiser, vende o que quiser, sem ninguém ter responsabilidade”, destacou.

“O que nós queremos é fazer uma COP com muita seriedade, com muita discussão e com muita serenidade, para que a gente possa tirar da COP30 decisões que possam ser cumpridas e que a sociedade possa acreditar que os governantes do planeta Terra estarão levando a sério a necessidade de assumir compromissos para que o planeta não aqueça mais de um grau e meio. Essa é a ideia e a decisão”, complementou.

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