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Sindicato dos aeronautas divulga manifesto dizendo que o sistema aéreo caminha para colapso

O documento diz que é um alerta técnico e fundamentado, sobre três decisões políticas já tomadas

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Sindicato Nacional dos Aeronautas alerta que o sistema aéreo brasileiro enfrenta um colapso iminente.
  • O manifesto critica o PL 539/2024, que permitiria operações de voos domésticos por empresas estrangeiras na Amazônia Legal.
  • O SNA destaca a falta de progresso na revisão do RBAC 117, que aborda a fadiga dos tripulantes, afetando suas condições de trabalho.
  • O Sindicato solicita ao Senado a rejeição do PL 539/2024 e a retomada do PLP 42/2023 que regulamenta a aposentadoria especial para aeronautas.

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Aviãodecola do Aeroporto de Congonhas
Avião decola do Aeroporto de Congonhas Rovena Rosa/Agência Brasil - 22.12.2025

O SNA (Sindicato Nacional dos Aeronautas), representante dos pilotos e comissários no Brasil, divulgou neste sábado (2) um manifesto à população, Congresso Nacional, Poder Executivo e instituições da República denunciando que o sistema aéreo brasileiro caminha para um colapso sem precedentes.

O documento diz que é um alerta técnico e fundamentado, sobre três decisões políticas já tomadas e outras em andamento, que podem comprometer a segurança dos voos, a saúde dos tripulantes e a soberania do espaço aéreo nacional.


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O primeiro ponto do manifesto cita o Projeto de Lei 539/2024, aprovado pela Câmara dos Deputados em 22 de abril deste ano, que autoriza as empresas estrangeiras a operarem voos domésticos na Amazônia Legal com tripulação estrangeiras.

“O projeto está em análise no Senado Federal, onde a Bancada do Norte pressiona por uma aprovação célere, sem qualquer debate sobre as consequências trabalhistas e de segurança operacional”, diz o documento.


O SNA argumenta que a medida cria concorrência predatória e desleal.

“As companhias aéreas brasileiras são obrigadas por lei a operar com 100% de tripulação nacional, arcando com todos os custos trabalhistas e previdenciários do país. Ao isentar empresas estrangeiras dessa mesma obrigação em território brasileiro, o Estado subsidia a precarização e condena a indústria aérea nacional ao encolhimento”, explica, lembrando ainda que o resultado não causará a diminuição no valor das passagens na região.


O segundo ponto apontado pelo Sindicato fala sobre a revisão do RBAC 117, que trata do gerenciamento do risco de fadiga humana, segue sem avanço.

“O relatório apresentado anteriormente pelo ex-diretor da Anac brigadeiro Luiz Ricardo de Souza, piora um cenário que já é de profundo desgaste para a categoria, ao propor medidas como ampliação de jornadas e flexibilizações sem a devida construção coletiva”, afirma.


O Sindicato questiona ainda a retirada da pauta da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados do PLP que regulamenta a aposentadoria especial para trabalhadores expostos a agentes nocivos à saúde, incluindo os aeronautas, submetidos diariamente a radiação ionizante acima de 28 mil pés, microvibrações e pressurização anormal.

Ao Senado, o Sindicato pede que o mesmo rejeite o PL 539/2024, enquanto à Câmara dos Deputados, pede que desbloqueie o PLP 42/2023, prosseguindo com a tramitação.

E à Anac e ao Ministérios de Portos e Aeroportos, o pedido é para que retomem o diálogo sobre o RBAC 117 (ato normativo sobre requisitos para gerenciamento de risco de fadiga humana".

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