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Lula veta realocação de trabalhadores de empresas do setor elétrico privatizadas

Texto que previa aproveitamento de empregados em outras empresas públicas retorna ao Congresso

Brasília|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O presidente Lula vetou o projeto de lei 1.791/2019, que previa a realocação de trabalhadores de empresas do setor elétrico privatizadas.
  • O veto foi justificado por inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público, devido ao aumento de despesas sem estimativa orçamentária.
  • O projeto havia sido aprovado pelo Congresso em dezembro e visava o aproveitamento de empregados da Eletrobras e outras estatais.
  • Com o veto, o projeto retorna ao Congresso, que pode decidir manter ou derrubar a decisão do presidente.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Segundo Lula, PL foi vetado por inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público
PL foi vetado por inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público Marcello Casal Jr/Agência Brasil - Arquivo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente o projeto de lei 1.791/2019, que previa o aproveitamento de empregados de empresas públicas do setor elétrico privatizadas pelo PND (Programa Nacional de Desestatização).

A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (29), nos despachos presidenciais divulgados pelo governo federal.

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O veto consta no Despacho nº 1.910, de 26 de dezembro de 2025, encaminhado ao Congresso Nacional. No texto, o presidente informa ao Senado Federal que decidiu barrar a proposta “por inconstitucionalidade e por contrariedade ao interesse público”, nos termos do artigo 66 da Constituição.

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De acordo com a justificativa publicada no DOU, a decisão foi tomada após consultas aos ministérios da Fazenda, do Planejamento e Orçamento, da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e à Advocacia-Geral da União (AGU). Segundo o governo, embora reconheça a intenção do legislador, o projeto criaria aumento de despesa com pessoal sem a devida estimativa de impacto orçamentário e financeiro.

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“Em que pese a boa intenção do legislador, a proposição legislativa incorre em vício de inconstitucionalidade e contraria o interesse público ao estabelecer aumento de despesa com pessoal sem apresentação da estimativa de impacto orçamentário e financeiro”, diz o despacho presidencial.

O texto também aponta que o projeto não apresentava adequação à Lei Orçamentária Anual de 2025 nem compatibilidade com o Plano Plurianual 2024–2027, em descumprimento à Lei de Responsabilidade Fiscal e à Lei de Diretrizes Orçamentárias. Além disso, o governo argumenta que a medida poderia afetar os limites de despesa primária do Poder Executivo federal e a meta de resultado primário.

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Carreiras

Outro ponto destacado pelo presidente é a incompatibilidade constitucional relacionada às carreiras. Segundo a justificativa, ao permitir o aproveitamento de empregados públicos em outras empresas públicas ou sociedades de economia mista, em cargos que não integram a carreira de origem, o projeto violaria dispositivos da Constituição e o entendimento consolidado do Supremo Tribunal Federal.

O PL nº 1.791/2019 havia sido aprovado pelo Congresso no início de dezembro e tratava do aproveitamento de empregados de empresas do setor elétrico responsáveis pela produção, transmissão, distribuição e comercialização de energia. A proposta ganhou força no contexto do processo de privatização da Eletrobras, concluído em 2022.

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Pelo texto aprovado, trabalhadores dessas empresas poderiam ser realocados em outras estatais ou sociedades de economia mista, com atribuições e salários compatíveis, caso não optassem por permanecer nos quadros das companhias privatizadas.

Com o veto integral, o projeto retorna agora ao Congresso Nacional, que poderá manter ou derrubar a decisão presidencial em sessão conjunta de deputados e senadores.

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