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Mais da metade dos jovens de 13 a 18 anos já sofreu violência sexual na internet, diz estudo

Pesquisa mostra que, apesar de reconhecerem os perigos da internet, jovens preferem bloquear perfis em vez de denunciar

Brasília|Do R7, em Brasília

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Mais da metade dos adolescentes do país já foi vítima de violência sexual online Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Pelo menos 54% dos adolescentes brasileiros de 13 a 18 anos já sofreram violência sexual na internet, segundo estudo da ChildFund Brasil. Esse percentual equivale a 9,2 milhões de pessoas dentro da faixa etária. Entre as violações mais recorrentes, estão: invasão de contas, pedidos de fotos e dados pessoais, bullying, comentários ofensivos e exposição em grupos.

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A pesquisa, divulgada em 15 de maio, identificou 14 formas de violência vivenciadas por adolescentes em ambientes digitais, divididas em quatro categorias: privacidade e segurança; ameaças e assédio; conteúdo sensível; e discussões online.


Segundo o estudo, o crescimento no tempo de uso da internet e da variedade de aplicativos eleva em até 1,3 vezes o risco de violência online para jovens de 17 e 18 anos em comparação aos de 15.

Poucas denúncias

Apesar de grande parte dos adolescentes declarar ter recebido alguma orientação sobre o uso da internet, 94% afirmaram não saber como proceder em situações de risco de violência, nem como denunciar esses casos.


A reação mais comum diante desses contextos é o bloqueio de perfis suspeitos em vez da formalização de denúncias com o apoio dos pais, o que contribui para a subnotificação dos crimes.

O estudo propõe ações integradas, como a criação de canais acessíveis de denúncia, campanhas educativas contínuas, apoio emocional nas escolas e formação de educadores e responsáveis.


Veja canais de denúncias:

  • Disque 100 (Central de Atendimento à Criança e ao Adolescente);
  • Polícia Civil (telefone 197 ou delegacias);
  • Conselhos Tutelares

Falta de controle parental

O estudo também revelou que apenas 35% dos adolescentes mencionaram algum tipo de controle dos pais sobre as atividades digitais, e 45% defenderam explicitamente o direito à privacidade online.


A percepção de insegurança também varia entre os gêneros. Enquanto 21% das meninas afirmaram sentir-se inseguras online, apenas 10% dos meninos relataram o mesmo.

As meninas também registraram maior incidência de bullying virtual.

Hábitos na internet

Segundo a instituição, com o aumento do acesso à internet entre crianças e adolescentes, foi registrado um crescimento do tempo de uso de telas.

De acordo com a pesquisa, os adolescentes passam, em média, quatro horas por dia conectados no celular e fora do contexto escolar.

Em relação aos hábitos onlines entre os adolescentes, 79% dos entrevistados revelaram que os principais hobbies são digitais, enquanto 21% disseram preferir atividades offline, como desenhar, passear ou praticar esportes.

O levantamento foi feito a partir das entrevistas de 8.500 adolescentes de todo o país, principalmente nas regiões Nordeste e Sudeste.

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