Mendonça diz que advogado do caso Master lhe propôs ‘delação seletiva’: ‘Perderam o pudor’
Ministro disse ter recebido cópia da proposta de delação de Daniel Vorcaro, mas afirmou que preferiu não analisar o material
Brasília|Do Estadão Conteúdo
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O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça afirmou, durante a sessão de julgamento sobre prisões preventivas do caso Master, que recebeu a proposta de um advogado de fazer uma “delação seletiva”. “Perderam o pudor”, disse.
O magistrado não revelou o nome do advogado, tampouco deixou claro se tratar de alguém da defesa de Daniel Vorcaro, que teve sua delação rejeitada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta semana, após a recusa também da Polícia Federal.
Mendonça comentou o episódio dirigindo a palavra ao ministro Gilmar Mendes — que votou por revogar a prisão de Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, e fez duras críticas ao uso da delação premiada.
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Apesar de não citar nomes, André Mendonça frisou que a conversa não envolveu o criminalista José Luís de Oliveira Lima, o Juca, que começou a negociar a delação premiada de Vorcaro, mas deixou o caso após a primeira proposta ter sido rejeitada.
“Não é o advogado que deixou o caso, o Juca, mas me chegou uma proposta por um advogado... perderam o pudor, ministro Gilmar. ‘Queremos fazer uma delação seletiva’. Falaram na minha cara isso. Eu disse: ‘não faço questão de delação, agora, delação seletiva, comigo não’”, afirmou Mendonça.
Ele contou que chegou a receber dos advogados uma cópia da primeira proposta de delação premiada de Vorcaro, mas disse que preferiu não ler o material, porque ainda não caberia a ele a análise.
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