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Governo abre processo e impõe novas regras para plataformas de revenda de ingressos

Medida cautelar determina que empresas informem de forma clara que atuam no mercado secundário

Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Ministério da Justiça e Segurança Pública abriu um processo administrativo e impôs novas regras para plataformas de revenda de ingressos.
  • As plataformas devem informar claramente que atuam no mercado secundário e não são canais oficiais de venda.
  • Empresas devem alertar consumidores sobre possíveis preços mais altos e que ingressos são vendidos por terceiros.
  • Descumprimento das regras pode resultar em multas diárias de R$ 100 mil e outras sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Segundo Morishita, plataformas estarão sujeitas à multa diária em caso de descumprimento Elza Fiuza/ Agência Brasil - 27.08.2027

O Ministério da Justiça e Segurança Pública anunciou nesta segunda-feira (20) a abertura de um processo administrativo e a adoção de novas regras para plataformas de revenda de ingressos. As medidas fazem parte de uma ofensiva da Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor) contra o chamado cambismo digital e buscam ampliar a transparência na comercialização de entradas para eventos.

Segundo o secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita, uma das plataformas investigadas passará a cumprir uma medida cautelar que obriga a informar, de forma ostensiva e permanente, que atua no mercado secundário de revenda de ingressos e que não é o canal oficial de venda dos eventos anunciados.


Além disso, a empresa deverá alertar os consumidores de que os ingressos são comercializados por terceiros e que os preços podem ser superiores aos praticados pelos organizadores dos eventos. As informações deverão aparecer durante toda a jornada de compra, incluindo a página inicial, a busca por eventos, as ofertas e o aplicativo.

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Caso a determinação seja descumprida, a plataforma estará sujeita a multa diária de R$ 100 mil. De acordo com Morishita, o processo administrativo também poderá resultar em sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor, com multas que podem chegar a R$ 14 milhões, após o devido processo legal.


A decisão foi tomada após um monitoramento da Senacon identificar indícios de irregularidades, como falta de informações essenciais ao consumidor, deficiência na transparência sobre a natureza da plataforma, falhas na identificação dos vendedores e riscos de fraude. Segundo o órgão, esses fatores podem induzir consumidores a acreditar que estão comprando ingressos em canais oficiais.

Durante a coletiva, Morishita afirmou que o objetivo da medida é garantir que o consumidor tenha informações claras antes de concluir a compra.


“É importante que o consumidor saiba que se trata de uma plataforma de revenda que não é o canal oficial do evento, e que os preços podem ser superiores aos praticados pelo organizador”, salientou.

Além da plataforma alvo do processo administrativo, a Senacon informou que outras empresas do setor seguem sob monitoramento ou em fase de averiguação preliminar, dentro da estratégia do governo para ampliar a fiscalização do mercado de revenda de ingressos e combater práticas consideradas abusivas.

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