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Moraes defende inquérito das fake news e descarta fim das investigações

O processo é alvo de vários pedidos de encerramento e tramita na Corte há quase sete anos

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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O ministro afirmou que pessoas permanecerão a ser investigadas no âmbito do inquérito e responsabilizadas Rosinei Coutinho/STF - 23.06.25

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), defendeu a continuação das investigações do inquérito das fake news. A declaração foi dada em relatório sobre as ações dos atos de 8 de janeiro, divulgado nesta quarta-feira (29).

O inquérito foi aberto em 14 de março de 2019, por ordem do então presidente do STF, Dias Toffoli, para investigar a existência de fake news, denunciações caluniosas, ameaças e infrações que atingem a honorabilidade e a segurança do STF, assim como de seus membros e familiares. O ministro Moraes ficou como relator.


O processo é alvo de vários pedidos de encerramento e tramita na Corte há quase sete anos.

O ministro afirmou que pessoas permanecerão a ser investigadas no âmbito do inquérito e responsabilizadas pelos ataques frontais ao Poder Judiciário, em especial ao Supremo.


Segundo o ministro, a sociedade, o Poder Judiciário e as instituições brasileiras mostraram força e resiliência em uma "radical e violenta polarização política alimentada por grupos extremistas que persistem nas práticas criminosas, inclusive por meio de suas milícias digitais”.

Segundo Moraes, desde o início das investigações do inquérito das fake news, foi descoberto um funcionamento de um grupo criminoso que, de forma coordenada e estruturada, atuava nitidamente para viabilizar e concretizar a decretação de medidas de ruptura institucional.


“Em 2022 já se mostrava uma possível mobilização de pessoas, mediante o disparo em massa de mensagens, pregando a invasão do Congresso e desta corte.Os atos praticados no dia 8 de janeiro de 2023 bem traduziram o que já estava sendo desenhado no inquérito”, disse.

Moraes disse ainda que as provas colhidas no inquérito ajudaram outras investigações instauradas a partir dele.


“Demonstrando, inclusive, a identidade do modus operandi da ampla organização criminosa e a identidade de diversos agentes que, recorrentemente, envolveram-se nas diversas condutas adotadas com o objetivo de enfraquecer as instituições democráticas”, afirmou.

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