A cada sete brasileiros, um é ligado ao cooperativismo; setor movimentou R$ 841 bi em 2025
Ao todo, modelo de negócio alcança 29 milhões de cooperados, segundo dados do Anuário Coop 2026

A cada sete brasileiros, um pertence ao cooperativismo, segundo dados do novo Anuário Coop 2026. Ano passado, o setor movimentou R$ 841 bilhões e atingiu a marca de 29 milhões de cooperados, 12,5% a mais do que em 2024. O levantamento feito pelo sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) revela que o modelo de negócios voltou a crescer em número de organizações. Hoje, são 4.400 cooperativas, distribuídas em 3.425 municípios.
Para a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, “cada novo cooperado representa alguém que escolheu participar de um modelo baseado na cooperação, na geração compartilhada de riqueza e no desenvolvimento das comunidades”.
“O crescimento econômico das cooperativas demonstra que é possível conciliar competitividade, inclusão e prosperidade”, afirma.
O Anuário também revelou o avanço no número de empregados, que aumentou 6% e fechou o ano passado com 613 mil postos de trabalhos formais. As mulheres também são destaque no setor, com 53% da força de trabalho.
O patrimônio do cooperativismo chega a R$ 1,6 trilhão em ativos, impulsionado pelo ramo de Crédito, que é responsável por 72% desse total. O ramo Agropecuário, por sua vez, é o maior gerador de receitas e o maior empregador do movimento (277 mil postos).
Sobre o setor Agro, Tania explica que o cooperativismo atua “antes e depois da porteira”. “Desde a questão de insumo, até a assistência técnica. Hoje, temos mais de 8.000 técnicos agrícolas que prestam apoio a esse cooperado, para aumentar o relacionamento direto com o produtor e também agregar valor a esse produto”, pontua.
Leia Mais
- Exército brasileiro pré-qualifica drones de ataque para uso militar
- Saúde quer criar teste rápido para tuberculose; Brasil tem cerca de 80 mil casos por ano
- Governo leva mais de um ano para avaliar inclusão de novos medicamentos veterinários
- Maioria das mulheres com câncer de mama espera mais de 60 dias para tratamento
Números recordes
A presidente da OCB explica que o setor vem crescendo nos últimos seis anos. O número de cooperados em 2019 era de 15,5 milhões, e ano passado chegou a 29 milhões, um aumento de 87% no número de brasileiros ligados ao modelo de negócio.
Para ela, os dados mostram que o “cooperativismo cresce em escala, amplia sua participação na economia e fortalece seu impacto nas comunidades”.
“São resultados que demonstram a capacidade das cooperativas de gerar renda, emprego, crédito, produção e desenvolvimento em todas as regiões do Brasil”.
As metas para os próximos anos
Em 2028, a OCB tem uma meta para o cooperativismo: movimentar R$ 1 trilhão em receita. A organização também quer abrir caminho para mais mulheres assumirem postos de lideranças em cooperativas.
Tania é a primeira mulher a assumir a função de presidente da Organização. “O nosso desafio é o mesmo do resto do mundo. Hoje, apenas 20% dos cargos de presidência ou de conselho são ocupados por mulheres”, explica a presidente.
Uma das iniciativas para incentivar a participação feminina é o Elas pelo Coop, comitê que organiza políticas e programas para sensibilizar a participação das mulheres.
A OCB, contudo, quer alcançar esses objetivos sem perder de vista um diferencial: pensar a sustentabilidade e bioeconomia.
“O que a gente sempre fala é que a cooperativa precisa ser economicamente viável, socialmente justa, porque é uma reunião de pessoas, e também ambientalmente correta. Estamos dentro da agenda ambiental e queremos elevar os indíces de sustentabilidade e diversidade do BRasil”, pontua.
Tania explica, por exemplo, que várias cooperativas já estão inseridas no mercado de carbono, por exemplo.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp














