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PF abre investigação sobre Lulinha por suspeita de tráfico de influência em contratos da Saúde

Segundo a corporação, há indícios de favorecimento ao empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como ‘Careca do INSS’

Brasília|Natália Martins, da RECORD e Mariana Saraiva, do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal vai investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por suspeita de tráfico de influência em contratos do Ministério da Saúde para fornecimento de cannabis.
  • A investigação foi autorizada pelo ministro do STF, André Mendonça, após pedido da PF, que apontou indícios de influência em favor do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes.
  • O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, afirmou que a investigação causa estranheza, mas é recebida com tranquilidade, destacando a autonomia da PF sob o governo Lula.
  • A defesa de Lulinha nega qualquer envolvimento com as fraudes investigadas e critica a investigação como uma "fishing expedition".

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Mendonça autoriza inquérito da PF para investigar Lulinha por suspeita de tráfico de influência Juca Varella/Estadão Conteúdo - 16/02/2008

A PF (Polícia Federal) vai investigar uma suspeita de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, em contratos do Ministério da Saúde para o fornecimento de cannabis. O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça autorizou, nesta quinta-feira (30), a abertura do inquérito após pedido da PF apresentado na última sexta-feira (24).

Segundo relatório da corporação, há indícios de que Lulinha teria atuado para influenciar contratos da pasta em favor do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.


O advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, afirmou que a abertura da investigação causa “estranheza”, mas disse receber a decisão “com tranquilidade”. Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva devolveu autonomia à Polícia Federal após o governo anterior.

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“O ex-presidente Bolsonaro, como é de conhecimento público, mudou cinco diretores da Polícia Federal com o objetivo de blindar sua família, seus filhos e seus aliados, coisa que o presidente Lula jamais faria”, afirmou.


O advogado acrescentou que a independência da PF deve ser exercida com responsabilidade e criticou a abertura do novo inquérito. Segundo ele, a medida transmite a impressão de que a corporação estaria promovendo uma “fishing expedition” — expressão utilizada para se referir a uma busca genérica por provas sem indícios concretos.

Ainda de acordo com a defesa, as investigações sobre as fraudes no INSS não encontraram qualquer elemento que relacione Lulinha aos fatos apurados. “A notícia deveria ser que não acharam absolutamente nada. Nada, absolutamente nada, tem relação direta ou indireta com o Fábio”, afirmou Marco Aurélio de Carvalho.


O advogado também sustentou que o inquérito confirmará que Lulinha não tem qualquer relação com os negócios empresariais da empresária Roberta Luchsinger, que teria apresentado o filho de Lula ao “Careca do INSS”.

Procurada, a defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes informou que não tem conhecimento do tema nem do pedido de abertura do inquérito.

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