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Moraes e André Mendonça se desentendem em sessão do STF

O bate-boca ocorreu em sessão que vai decidir se investiga Moraes após mensagens com Vorcaro

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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O bate-boca ocorreu em sessão que vai decidir se investiga Alexandre de Moraes Luiz Silveira/ STF - 03.09.2026

Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), se desentenderam em julgamento nesta terça-feira (15).

O bate-boca ocorreu em sessão que vai decidir se investiga Alexandre de Moraes devido a mensagens com Daniel Vorcaro. O relatório foi tornado público após o ministro André Mendonça tirar parte do sigilo das apurações.


Na discussão, o ministro Alexandre de Moraes pediu a palavra e criticou atuação de André Mendonça. “Tudo o que foi feito, essa investigação fraudulenta contra mim, já começou lá atrás. Não dá para julgar uma coisa sem outra”, disse ele, referindo-se ao processo sobre Mendonça pautado para a semana que vem.

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Na sequência da discussão, Moraes disse que Mendonça “está a serviço de um grupo político que quis dar um golpe nesse país”.


Moraes seguiu com a fala dele: “Quem chamou a Polícia Federal e exigiu que a Polícia Federal colocasse um colega na colaboração premiada? E vamos trazer aqui, presidente, chamar aqui testemunhas que eu vou indicar, não só policiais, advogados. Testemunhas. Eu tenho testemunhas [que afirmam] que o ministro André, em reunião, disse: ‘Peçam isso’”.

Mendonça interrompeu a fala de Moraes: “Isso é mentira”. Moraes, então, desafiou o colega: “Então vamos chamar as testemunhas? Vamos chamar?”. Mendonça retrucou: “Pode chamar quem quiser. Vão mentir.”


Na sequência, Mendonça interrompeu a fala de Moraes e disse: “Não, é questão de medo”. Depois, Moraes rebateu: “Eu não estou perguntando a Vossa Excelência”. Mendonça, então, devolveu: “Mas eu estou lhe respondendo”.

Antes, o ministro Luiz Fux disse que, embora seja magistrado há 50 anos e integrante do STF há 16 anos, nutrindo histórico respeito pela Polícia Federal, o órgão passou a atuar com evidente desvio de finalidade, trabalhando contra o Poder Judiciário e instrumentalizando pessoas para degradar a Corte.


“Nunca se imaginou a Polícia Federal peitar um ministro Supremo Tribunal Federal. E é isso que está acontecendo.”

O ministro Gilmar Mendes também criticu decisão de André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues: “Submeter uma instituição que já vive todos os problemas que tem a este tipo de vexame é de uma falta de noção, de uma gravidade que eu jamais vi”.

O plenário do STF vive um impasse jurídico sem precedentes. Os ministros analisam nesta terça-feira (15), a regularidade do relatório da Polícia Federal que envolve o ministro Alexandre de Moraes em investigações relacionadas ao Banco Master.

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