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Moraes nega pedido do Bolsonaro para ser cuidado pelo cunhado, irmão de Michelle

Defesa do ex-presidente solicitou que ele fosse cuidado por parente de consideração da esposa durante prisão domiciliar temporária

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Alexandre de Moraes negou o pedido para que Carlos Eduardo, cunhado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, cuidasse do ex-presidente.
  • A defesa argumentou que Carlos Eduardo é uma pessoa de confiança, mas Moraes considerou que isso não justifica a flexibilização das regras da prisão domiciliar.
  • O ex-presidente Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar após alta hospitalar devido a broncopneumonia e apenas pode receber visitas limitadas.
  • A decisão de Moraes visa manter o isolamento necessário para a recuperação de Bolsonaro, e impede visitas fora dos horários autorizados.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Carlos Eduardo Antunes Torres (irmão de Michelle) e Jair Bolsonaro
Carlos Eduardo Antunes Torres entregou marmitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha Reprodução/Instagram/@eduardotorresbrasil - Arquivo

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) negou pedido para que Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão de criação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, seja autorizado a atuar como cuidador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante o período de prisão domiciliar.

A alegação da defesa de que o Carlos Eduardo é pessoa de confiança da família e que prestou auxílio em momentos anteriores não configura hipótese excepcional capaz de justificar a flexibilização das regras expressamente estabelecidas para o cumprimento da prisão domiciliar humanitária, segundo Moraes.

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“As visitas, nesse momento, em que há necessidade de maior isolamento do custodiado para fins de integral recuperação da broncopneumonia, foram restringidas por motivos de saúde”, disse o ministro.

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Para o ministro, as dificuldades de rotina familiar, embora compreensíveis, não constituem fundamento jurídico para ampliar o rol de pessoas autorizadas a frequentar o local de cumprimento da pena, sob risco de desvirtuar a própria essência da custódia.

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Moraes concedeu a prisão domiciliar por 90 dias no fim de março, após Bolsonaro ser internado com diagnóstico de broncopneumonia bilateral. A decisão restringiu o convívio na residência a profissionais da equipe médica e aos familiares que moram na casa: a esposa Michelle, a filha Laura Bolsonaro e a enteada Letícia Firmino.

No pedido negado, a defesa argumentava que Michelle, Laura e Letícia têm compromissos profissionais e escolares que impedem a permanência integral ao lado do ex-presidente. Segundo o pedido, Carlos Eduardo já atuou como acompanhante de Bolsonaro em outras ocasiões e tem a confiança da família para a função.

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Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal que investigou a trama golpista. Ele recebeu alta hospitalar na última sexta-feira e cumpre as regras da prisão domiciliar desde então, entre as quais a proibição do uso de celular e do recebimento de visitas fora dos horários autorizados.

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