Moraes nega remoção imediata de Bolsonaro ao hospital após queda na prisão
Ministro pede para defesa detalhar quais exames ex-presidente precisa fazer após ele bater a cabeça em móvel
Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes negou a ida imediata do ex-presidente Jair Bolsonaro ao hospital para fazer exames após ele sofrer um acidente na prisão. Nesta terça-feira (6), Bolsonaro teve uma queda e bateu a cabeça em um móvel da cela na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde a cumpre pena pela trama golpista.
Moraes solicitou que a defesa do ex-presidente detalhe quais exames médicos considera necessários antes que seja analisada a possibilidade de remoção ao hospital.
Ao negar a remoção imediata de Bolsonaro para uma unidade hospitalar, o ministro citou nota da Polícia Federal informando que Bolsonaro recebeu atendimento médico ainda pela manhã, apresentou apenas ferimentos leves e não teve indicação de encaminhamento hospitalar, sendo recomendada apenas observação clínica.
“Não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal”, disse Moraes.
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Apesar da negativa inicial, o ministro reconheceu que a defesa tem direito à realização de exames clínicos e de imagem, desde que haja indicação específica e necessidade comprovada.
Por isso, determinou que os advogados informem quais exames pretendem realizar, para ser avaliada a viabilidade de execução no próprio sistema penitenciário.
A decisão também estabelece que o laudo médico elaborado pela Polícia Federal após o atendimento seja juntado aos autos do processo.
O despacho foi proferido no âmbito da execução penal decorrente da ação penal que resultou na condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado, além do pagamento de multa. Alexandre de Moraes é o relator do caso no STF.
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