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Fim da escala 6x1: confira profissões que podem ficar de fora se proposta for aprovada

Protagonismo pelo projeto é disputado pelo presidente Lula (PT) e por Hugo Motta (Republicanos-PB)

Brasília|Armando Holanda, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Câmara dos Deputados discute uma proposta para acabar com a escala 6x1, que afeta principalmente setores com funcionamento contínuo.
  • Os trabalhadores de comércio e serviços, como supermercados e restaurantes, serão os mais impactados pela mudança.
  • Servidores públicos e categorias com regras próprias, como militares e profissionais de saúde, devem ser preservados.
  • A negociação coletiva será fundamental para adaptar as novas regras à realidade de cada setor, garantindo flexibilidade na aplicação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Hugo Motta e presidente Lula disputam o protagonismo em propostas pelo fim da escala 6x1 Câmara dos Deputados e Ricardo Stuckert/Divulgação - Arquivo

A proposta de acabar com a escala 6x1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias e folga um — deve atingir principalmente setores que dependem de funcionamento contínuo e jornadas extensas.

Mas o texto em discussão no Congresso indica que parte das categorias pode ficar de fora da mudança, sobretudo aquelas que já operam sob regimes próprios ou com maior flexibilidade de jornada.

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Entre as principais profissões e áreas que tendem a não ser diretamente impactadas, estão:

  • Servidores públicos com jornadas específicas;
  • Militares;
  • Profissionais da saúde em regime de plantão;
  • Aeronautas;
  • Marítimos;
  • Trabalhadores embarcados da indústria de petróleo;
  • Empregados em regime 12x36;
  • Cargos de confiança e executivos;
  • Profissionais com autonomia de jornada (remoto ou por produtividade).

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Segundo especialistas, essas atividades seguem regras próprias, muitas vezes baseadas em escalas diferenciadas ou ciclos prolongados de trabalho e descanso — o que reduz o impacto direto de uma eventual mudança na legislação.

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“Um cronograma de implementação pode ser de grande valia para esse momento de transição da nova norma”, avalia o advogado Douglas Matos, pós-graduado em Direito e Processo do Trabalho pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

A advogada Júlia França destaca que a proposta tende a preservar categorias já estruturadas sob normas específicas.

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“É o caso de servidores públicos com jornadas específicas, militares e profissionais da saúde que atuam em regime de plantão”, afirma Júlia, pós-graduada em direito cível e processual pela Escola Superior do Ministério Público de Pernambuco.

Para ela, a negociação coletiva (acordos e convenções) será central para ajustar as possíveis mudanças.

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“A exemplo de como já é estruturado em regimes compensatórios ou de banco de horas, é na norma coletiva que as regras são debatidas e aplicadas, de acordo com a realidade de cada segmento, desde que respeitados os limites legais. E essa possibilidade de flexibilização está garantida, com a inclusão dessa faculdade no projeto de lei enviado ao Congresso (art. 611-A da CLT)”, lembra Matos.

“A alteração legislativa não deve impactar diretamente os setores que não praticam a jornada 6x1, como aqueles em regime de trabalho 12x36. Isso porque o projeto encaminhado prevê a manutenção desse regime, bem como mantém a flexibilização por intermédio de norma coletiva.”

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