Brasília Na última sessão à frente do TSE, Fachin diz que democracia não 'quebra' com fake news

Na última sessão à frente do TSE, Fachin diz que democracia não 'quebra' com fake news

Magistrado encerrou seu período à frente do Tribunal Superior Eleitoral e passará o cargo para Alexandre de Moraes no dia 16

  • Brasília | Renato Souza, do R7, em Brasília

Ministro Edson Fachin durante discurso em sua última sessão como presidente do TSE

Ministro Edson Fachin durante discurso em sua última sessão como presidente do TSE

REPRODUÇÃO/TV JUSTIÇA - 09.08.2022

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Edson Fachin, afirmou que as notícias falsas não abalam a democracia e que os eleitores vão eleger senadores, deputados, prefeitos e o presidente "com paz, segurança e transparência". A afirmação foi dada durante um discurso em defesa da democracia em sua última sessão à frente da corte, na noite desta terça-feira (9).

Na próxima semana, Fachin vai passar o cargo para o ministro Alexandre de Moraes, que vai conduzir a Justiça Eleitoral durante a campanha dos candidatos e a realização das eleições deste ano.

“A democracia se verga, mas não se dobra nem quebra com as fake news. Tenho ainda mais certeza que em outubro próximo o povo brasileiro elegerá com paz e transparência um terço do Senado, 27 senadores, 513 deputados, 27 governadores, e assim o fará para escolher o melhor para o futuro no Brasil", disse Fachin.

"A segunda é que Helena Kolody [poetisa brasileira] tinha razão ao dizer que quem pinta estrelas no muro tem o céu ao alcance das mãos. Quem defende a democracia a toca diariamente e vive num país melhor", completou o ministro.

Moraes na presidência do TSE

A expectativa é que Moraes se esforce para abrir canais de comunicação com os demais Poderes e para manter as relações institucionais com representantes do Executivo e do Legislativo.

No entanto, ele deve ter pulso firme no combate à propagação de notícias falsas relacionadas às instituições, às urnas eletrônicas, ao próprio TSE e aos seus ministros, e não deve tolerar ataques por parte de candidatos e eleitores.

Em discursos realizados no TSE e no Supremo Tribunal Federal, Moraes prometeu mandar para a cadeia quem atentar contra as eleições. Na sessão desta quarta, Moraes afirmou que as eleições não devem ser norteadas por ataques. "Os democratas não devem transigir seus princípios; os democratas não devem aceitar ataques covardes, pessoais. Vossa Excelência em nenhum momento se calou", disse ele, referindo-se a Fachin.

"Vossa Excelência em nenhum momento deixou que esses ataques interferissem no mais importante, que é a condução da Justiça Eleitoral no caminho das eleições de 2022. Vossa Excelência reafirmou nossa crença de que nós democratas somos maioria, a imensa maioria. Aquela maioria que acorda cedo para estudar, acorda cedo para trabalhar. Que sonha com um país melhor, que tem educação para conversar. Essa é a maioria democrata do povo brasileiro", completou Moraes.

Moraes afirmou que, mesmo com a pandemia, os brasileiros não deixaram de votar nas eleições de 2020. "A ampla maioria que, mesmo sofrendo e chorando a trágica morte de milhares de brasileiros pela Covid-19, compareceu nas eleições de 2020. Mostrou que mesmo na tragédia, na pandemia, confia na Justiça Eleitoral. Demonstrou confiança nas urnas eletrônicas. Essa imensa maioria de democratas no Brasil que, em 2 de outubro, mais uma vez encantará o mundo. Somos a quarta democracia no mundo. Mas a única democracia que no mesmo dia proclama o resultado das eleições, dando estabilidade ao voto dos brasileiros", completou.

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