Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

‘Não é uma derrota de Jorge Messias; é uma derrota do governo federal’, diz jurista

Indicação do presidente Lula é recusada pelo Senado após votação histórica

Brasília|Do R7, com RECORD NEWS

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para o STF, contrariando as expectativas do governo federal.
  • A votação teve 34 votos a favor e 41 contra, marcando um momento histórico na política brasileira.
  • O professor Gustavo Sampaio destacou que a recusa reflete uma derrota do governo e pode impactar futuras indicações ao STF.
  • Essa rejeição é inédita, sendo a primeira em 132 anos de história republicana, obrigando Lula a escolher um novo candidato.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Senado Federal tomou uma decisão histórica ao rejeitar a indicação de Jorge Messias para o STF (Supremo Tribunal Federal). A votação ocorreu após sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). O resultado contrariou as expectativas do governo federal, que esperava uma vitória apertada. A indicação foi vetada com 34 votos favoráveis e 41 contrários.

Em entrevista ao Jornal da Record News desta quarta-feira (29), o doutor Gustavo Sampaio, professor de direito constitucional da Universidade Federal Fluminense, explicou que a recusa da nomeação não diz respeito apenas às capacidades de Jorge Messias como jurista e advogado-geral da União, indicado por Lula.


Homem de terno escuro e gravata verde fala ao microfone em sessão da Comissão de Constituição e Justiça.
Decisão histórica do Senado barrou indicação de Jorge Messias ao STF Reprodução/Record News

“Uma tendência já esperada, porque, em verdade, essa derrota não é propriamente uma derrota de Jorge Messias, jurista, advogado-geral da União indicado à vaga no Supremo Tribunal Federal. Essa é uma derrota do governo federal, é nítido isso”, afirma.

Segundo Sampaio, essa situação pode impactar futuras indicações presidenciais ao STF, com maior atenção aos acordos políticos prévios entre Executivo e Legislativo, sendo necessários para evitar novas rejeições semelhantes.


Veja Também

“Não interpreto como uma resposta conservadora do Senado ao Supremo Tribunal, interpreto como uma resposta absolutamente forte dada pelo Senado ao governo federal, no sentido de dizer que se o governo não entender que esse momento é o momento de fazer uma indicação do desejo do Senado Federal, sobretudo do seu comando, da sua presidência, que o governo não prosperará”, comenta.

O evento marca um momento raro na história republicana brasileira, em que nenhuma outra indicação presidencial havia sido rejeitada pelo Senado até então. “Há mais de 132 anos o Senado não rejeitava uma indicação, sinal dos tempos; isso fica como sinal muito nítido num ano de campanha eleitoral disputadíssima”, diz. Agora, cabe a Lula escolher um novo nome para o Supremo.

Search Box

Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.