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Nenhum civil ou militar está acima da lei, diz comandante do Exército sobre atos de vandalismo

Ele foi questionado sobre punições a militares que teriam participação na invasão às sedes dos Três Poderes, em Brasília

Brasília|Do R7, em Brasília

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O comandante do Exército, Tomás Ribeiro Paiva, disse nesta sexta que não há previsão de novas mudanças
O comandante do Exército, Tomás Ribeiro Paiva, disse nesta sexta que não há previsão de novas mudanças

O comandante do Exército, Tomás Ribeiro Paiva, afirmou nesta sexta-feira (27) que nenhum civil ou militar está acima da lei, ao ser questionado sobre a punição a militares que tenham participação nos atos de vandalismo de 8 de janeiro em Brasília, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas. 

Ribeiro Paiva fez a declaração na saída de uma reunião com o vice-presidente e ministro da Indústria e do Comércio, Geraldo Alckmin. O comandante afirmou que o assunto será tratado com tranquilidade e disse que também conversou com Alckmin sobre a indústria de defesa. As falas foram curtas, e Ribeiro Paiva não entrou em detalhes. 

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Ele foi escolhido para o cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no sábado (21), depois da demissão do então comandante, o general Júlio César de Arruda. A exoneração ocorreu, sobretudo, por causa da indisposição do governo com o Exército em razão da invasão das sedes dos Três Poderes e pela recusa de Arruda em barrar a promoção de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ao assumir o cargo, Ribeiro Paiva costurou um acordo para adiar a promoção de Cid. Nesta sexta-feira, ele disse que não estão previstas novas mudanças e que eventuais alterações serão discutidas nas próximas reuniões administrativas.

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Primeira manifestação

Ribeiro Paiva foi autor da primeira manifestação pública de um comandante militar desde os ataques na capital federal. Em um discurso voltado para a tropa do Sudeste, ele afirmou que o resultado das urnas deve ser respeitado.

Leia também: Número de presos por atos de vandalismo em Brasília sobe para seis

"Vamos continuar garantindo a nossa democracia, porque a democracia pressupõe liberdade e garantias individuais e públicas. E é o regime do povo, de alternância de poder. É o voto. E, quando a gente vota, tem de respeitar o resultado da urna", disse.

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