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No G7, Lula manda recado para países ricos e diz que IA vai gerar ‘exército de excluídos’

Presidente discursou após a cúpula e ainda disse que o Brasil não quer uma nova Guerra Fria nem ‘entrar na briga’ entre EUA e China

Brasília|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula fez um balanço da cúpula do G7 na França, destacando a geopolítica atual entre EUA e China.
  • O presidente afirmou que o Brasil não deseja uma nova Guerra Fria e criticou a Europa por esquecer regiões como América Latina e África.
  • Ele cobrou um novo comportamento dos países ricos, enfatizando a necessidade de criar novos consumidores no Sul Global.
  • Lula expressou preocupação com a inteligência artificial, alertando para um "exército de excluídos" e destacando que a solução deve ser política, não econômica.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um balanço da cúpula do G7 nesta quarta (17), na França. Ele discorreu sobre a geopolítica atual — centrada no embate entre Estados Unidos e China —, mandou um recado aos países ricos e pediu atenção às consequências da inteligência artificial para o mundo do trabalho.

Lula apontou que, apesar das tensões diplomáticas entre os chineses e os norte-americanos, o Brasil não quer uma nova versão da Guerra Fria e também não tem o desejo de “entrar na briga” que acontece entre as duas potências mundiais. Além disso, para o presidente, a Europa abriu caminho para que a China ganhasse seu destaque na economia global, ao voltar atenção ao Leste Europeu e esquecer de regiões como América Latina e África.


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No encontro que reuniu as maiores economias do mundo, Lula dedicou parte de seu discurso para cobrar um novo comportamento das nações desenvolvidas do globo. “Os países ricos precisam saber que eles precisam criar novos consumidores”, disse, sobre a necessidade de investir em países do chamado Sul Global.

A inteligência artificial foi outro assunto destacado pelo presidente brasileiro, preocupado com as consequências do avanço da tecnologia: “Se todo mundo fala que a inteligência artificial vai servir para um monte de coisas [...] quem vai gerar empregos para o chamado ‘mercado dos inúteis’ que vai acontecer na humanidade? Para aqueles que não sabem viver no mundo digital? Vai sobrar para o Estado”.


De acordo com ele, a iniciativa privada, vista por muitos como uma solução, não é a resposta correta neste cenário porque ela ambiciona apenas lucro e não uma aliança mútua entre a inteligência artificial e o desenvolvimento do mercado de trabalho e a geração de empregos.

“São problemas que se apresentam, e que nós não temos solução [...]. Ninguém tem resposta, porque a resposta não é econômica, é política”, apontou.

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