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JR ENTREVISTA: presidente da CNT analisa gargalos do transporte e custos da redução de jornada

Vander Costa destacou que, embora o tarifaço preocupe, a alta do custo do diesel é hoje o impacto mais imediato

JR Entrevista|Do R7, em Brasília

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O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (29) é o presidente da CNT (Confederação Nacional do Transporte), Vander Costa. Ao jornalista Clébio Cavagnolle, ele falou sobre os desafios logísticos do país, os impactos das tarifas impostas por Estados Unidos e China, e as preocupações do setor com a pauta de redução da jornada de trabalho em discussão no Congresso.

Costa destacou que, embora o tarifaço americano preocupe, o aumento do custo do diesel devido a conflitos internacionais é mais imediato. “Estamos sofrendo muito mais com a atitude com relação à guerra no Golfo Pérsico, porque atingiu diretamente o petróleo e, por consequência, o óleo diesel, aumentando o custo tanto de cargas quanto de passageiros”, afirmou.


Sobre a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, Costa apresentou dados de um estudo da CNT que prevê um impacto de R$ 12 bilhões no setor de transporte. Ele alertou que essa mudança pode gerar inflação, uma vez que o aumento de custos será repassado à sociedade.

Para o presidente da CNT, a regra é rígida e afeta apenas uma minoria de trabalhadores celetistas, defendendo que o tema seja tratado via convenção coletiva. “Não temos que engessar a economia brasileira colocando uma regra limitando a quantidade de horas [...] quando você reúne empregadores e sindicatos, eles conseguem verificar qual a realidade que melhor se aplica àquela atividade”, afirmou.


Infraestrutura e o desafio ferroviário

A qualidade das rodovias e a decadência da malha ferroviária também foram temas centrais. Vander Costa mencionou que, embora o investimento público tenha aumentado recentemente, a necessidade do Brasil ultrapassa R$ 1 trilhão. Ele criticou o atual modelo ferroviário brasileiro, que reduziu a malha utilizável de 40 mil km para cerca de 15 mil km nas últimas décadas.

O presidente defendeu o investimento público para viabilizar projetos de passageiros, como o trem entre Rio e São Paulo. “Para termos um sistema ferroviário avançado que atenda toda a população, é importante que tenha parte do investimento público para poder viabilizar a situação”.


O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

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