Sem Cleitinho, direita aposta em Marcelo Aro para o governo de Minas Gerais
Aliados consideram que futuro candidato do PP tem maioria de prefeitos, mas traição à chapa de Simões pode pesar na campanha
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Com a confirmação de que o senador Cleitinho (Republicanos) não será candidato ao governo de Minas Gerais, as apostas da direita no estado se voltam para o nome de Marcelo Aro, do PP.
Ex-secretário do governo de Romeu Zema, Aro tem ganhado força para uma aliança entre partidos e pode reunir ao menos dez legendas, segundo previsões do entorno do político relatadas ao R7 Planalto.
A aproximação contemplaria desde partidos de centro, como a federação entre União e o Progressistas, quanto o Republicanos, Avante, PRD e legendas de direita, como o PL. A aposta é de que ele seja o palanque de Flávio Bolsonaro no segundo maior colégio eleitoral do país.
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Aliados de Aro destacam a influência do político nas cidades mineiras, em razão do período em que atuou como secretário de governo na gestão Zema.
A atribuição do cargo permitiu uma aproximação com prefeituras e poderia facilitar a campanha em cerca de 800 municípios, segundo projeções otimistas. No outro lado da balança, pode pesar contra o político o rótulo de “traidor” na campanha à reeleição do atual governador, Mateus Simões (PSD).
Simões, que era vice-governador na gestão Zema, assumiu o cargo máximo no Executivo mineiro em abril, para que o aliado do Novo entrasse na disputa à Presidência, e contava com Aro na própria campanha. O acordo previa que ele concorresse ao Senado e reforçasse pedidos de voto ao nome do PSD.
A falta de espaço projetada para a corrida ao Congresso e o desempenho de Simões em pesquisas de opinião, contudo, contribuíram para a mudança de planos do ex-secretário.
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