O incêndio que parou a COP30 vai atrasar as conclusões da conferência da ONU?
Local das negociações ficou fechado por cerca de 6h30; possibilidade de adiamento era discutida antes das chamas
Brasília|Ana Isabel Mansur e Lis Cappi, do R7, enviadas especiais a Belém
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O fim da COP30, previsto inicialmente para esta sexta-feira (21), deve ser estendido após o incêndio que atingiu o evento nessa quinta (20). As chamas suspenderam as negociações no restante do dia, e as atividades serão retomadas apenas nesta manhã — apesar de o local ter sido liberado ainda na noite de quinta.
Nos bastidores, negociadores consideram que o imprevisto vai impactar a dinâmica da conferência. Apesar da sensação ligada ao incidente, o evento das Nações Unidas que discute as mudanças climáticas tem tradição de atrasar o encerramento, devido à intensidade dos debates e à busca por consenso.
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As chamas que atingiram a Zona Azul, principal bloco da COP30, apenas reforçaram a necessidade de adiamento. A possibilidade de prorrogar a conferência circulava pelos corredores antes mesmo do fogo (leia mais abaixo).
A expectativa era que os primeiros resultados da COP30 fossem apresentados na noite de quarta (19), o que não ocorreu. A previsão foi empurrada para a quinta-feira — até a suspensão devido às chamas.
Antes de qualquer comunicado dos organizadores, as delegações já acreditavam que seria difícil retomar as negociações ao longo do dia. Pouco depois da evacuação total da Zona Azul, grupos ouvidos pelo R7 informaram que não retornariam ao evento ainda na quinta.
Encerramento oficial
Oficialmente, a presidência brasileira do evento nega que os debates serão prolongados. Logo após o incêndio, o ministro do Turismo, Celso Sabino, afirmou a jornalistas que “de forma alguma” o fim do evento será adiado.
“Foi um sucesso até aqui. Tivemos muita vitória até aqui”, destacou, ao citar “preconceito” contra Belém e dizer que o incidente poderia ter ocorrido “em qualquer lugar do planeta Terra”.
Ainda segundo o ministro, as consequências não foram maiores devido aos materiais antichamas da estrutura da COP30.
Às 20h40 de quinta, a Zona Azul foi reaberta após ficar fechada por cerca de 6h30. O bloco é o local onde ocorrem as discussões e é restrito aos debates oficiais e à imprensa.
Adiamento antes das chamas
Há falta de acordo entre os quase 200 países que integram as discussões, e todas as decisões de COPs precisam ser tomadas em consenso.
A presidência brasileira do evento não quer estender a conferência. Para evitar adiar o fim, os debates entraram em “modo turbo” no início desta semana, com extensão das horas de trabalho.
Os organizadores apelaram a um “espírito” de mutirão, contando inclusive com o retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Belém para destravar as negociações.
Os principais impasses giram em torno do financiamento de países ricos a nações em desenvolvimento e de um mapa do caminho para longe dos combustíveis fósseis, os principais causadores das mudanças climáticas.
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