O que significa ‘Dark Horse’? Entenda o porquê do nome do filme sobre Bolsonaro
A cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro teve o nome escolhido com um significado simbólico ligado à trajetória política
Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, intitulada Dark Horse, teve o nome escolhido para reforçar a principal mensagem da obra: apresentar Bolsonaro como um “azarão” que surpreende o sistema político nas eleições de 2018. A expressão em inglês significa justamente alguém desacreditado que conquista uma vitória improvável.
O R7 teve acesso a um rascunho do roteiro do filme, que retrata o ex-presidente como um candidato improvável disposto a enfrentar um sistema considerado corrupto. A trama mistura figuras políticas reais e personagens fictícios.
Descrito como um drama biográfico, o longa destaca momentos centrais da campanha eleitoral de 2018, incluindo o atentado à faca sofrido pelo então candidato em Juiz de Fora, episódio tratado no roteiro como um ponto decisivo da narrativa. O filme também mostra a recuperação hospitalar, debates eleitorais e o relacionamento com Michelle Bolsonaro.
Segundo a sinopse divulgada pela produção, Bolsonaro é retratado como um “improvável vencedor” das eleições presidenciais. A narrativa utiliza flashbacks para revisitar a trajetória do então militar nos anos 1980.
A estreia de Dark Horse está prevista para 11 de setembro deste ano. A data foi mencionada pela primeira vez pelo ator Jim Caviezel, que interpreta Bolsonaro no filme, em publicação nas redes sociais.
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Elenco reúne atores internacionais
Além de Jim Caviezel no papel principal, o elenco reúne nomes internacionais e brasileiros:
Esai Morales interpreta Paulo Pontes, vilão fictício da trama;
- Sergio Barreto vive Carlos Bolsonaro;
- Camille Guaty interpreta Michelle Bolsonaro;
- Edward Finlay faz o papel de Eduardo Bolsonaro;
- Marcus Ornellas interpreta Flávio Bolsonaro;
- Jeffrey Vincent Parise vive Tato, aliado do vilão fictício.
O que prevê o roteiro do filme
O principal antagonista da obra é Paulo Pontes, conhecido como “Cicatriz”. Segundo o roteiro, ele é descrito como um ex-marxista e traficante preso por Bolsonaro em 1985, que foge do país, realiza cirurgias plásticas e retorna anos depois como um empresário corrupto em busca de vingança.
Na trama, Pontes utiliza seu aliado Tato para contratar Aurélio Barba — personagem inspirado em Adélio Bispo — para atacar Bolsonaro durante a campanha eleitoral.
O roteiro ainda descreve novas tentativas fictícias de assassinato após o atentado em Juiz de Fora, incluindo invasões ao hospital onde Bolsonaro estaria internado. Em uma das cenas, Tato é impedido por seguranças; em outra, por uma jornalista. O personagem acaba morto por um policial ao fim da perseguição.
A reta final do filme mostra a eleição de Bolsonaro e inclui a figura de um juiz da Suprema Corte retratado de maneira conspiratória e alinhada aos vilões da trama. Em uma das últimas cenas, Paulo Pontes organiza uma reunião secreta com homens influentes enquanto a posse presidencial é transmitida pela televisão. Entre eles, o roteiro destaca um personagem descrito como “magro, careca, sério e arrogante”, em referência indireta a um ministro do Supremo Tribunal Federal.
Produção
O longa é inspirado no texto “Capitão do Povo”, escrito por Mario Frias. A produção executiva é assinada por Eduardo Verástegui, conhecido internacionalmente pelo filme Sound of Freedom. No Brasil, a produção está a cargo da GoUp Entertainment.
As gravações começaram em setembro de 2025 e tiveram como primeira locação o Hospital Indianópolis, na zona sul de São Paulo. Jim Caviezel permaneceu cerca de três meses no Brasil para participar das filmagens.
Filmado integralmente em inglês, Dark Horse foi concebido para alcançar o mercado internacional e ampliar o alcance da narrativa sobre a trajetória política de Bolsonaro.
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