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Oferta abusiva de crédito: 35 idosos foram alvo do crime por dia em 2025

Ao todo, governo registrou 13 mil denúncias da prática no ano passado contra pessoas entre 60 e 70 anos

R7 Planalto|Edis Henrique Peres, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Em 2025, cerca de 35 idosos foram vítimas diárias de ofertas abusivas de crédito.
  • No ano passado, 13 mil denúncias foram registradas contra pessoas entre 60 e 70 anos.
  • O aumento das denúncias é atribuído ao escândalo do INSS e à maior consciência dos consumidores.
  • Especialistas recomendam cuidado com ofertas de crédito sem autorização e buscar orientação em casos de abusos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Idoso segurando celular em frente ao computador
Aumento das denúncias é atribuído ao escândalo do INSS e à conscientização Joédson Alves/Agência Brasil - Arquivo

Por dia, cerca de 35 idosos são alvo da oferta abusiva de crédito. Os dados foram levantados pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) a pedido do R7 Planalto. Ao todo, no ano passado, 13.081 pessoas entre 60 e 70 anos denunciaram a prática no Consumidor.gov.

O recorde dos últimos oito anos foi registrado em 2021, quando 28 mil casos foram notificados. Em 2024, as denúncias estavam em tendência de queda, com 5,9 mil registros, mas voltaram a crescer em 2025.


Número estava em queda desde 2022 depois de recorde em 2021, mas voltou a crescer ano passado Luce Costa/Arte R7

Advogado do Idec, Igor Marchetti avalia que, em 2021, ocorreu o ápice de casos, provavelmente devido à pandemia. “As pessoas estavam mais vulnerabilizadas depois da Covid-19 e muitas instituições financeiras jogaram mais pesado na questão da oferta de crédito. Nesses períodos, o consumidor pode aceitar acordos pouco vantajosos”, explica.

Já o aumento do ano passado é explicado pelo escândalo do INSS e outras denúncias de consignados. “O número de reclamações aumenta quando as pessoas estão mais atentas e sabem acessar as informações. Por isso é importante o acesso à orientação”, explica.


A advogada Marcele Roberta Pizzatto, especialista em Direito Previdenciário e Direito do Consumidor, alerta que o aumento de crimes financeiros contra idosos é uma preocupação no Brasil, principalmente no caso de oferta de crédito sem consentimento e na cobrança de juros abusivos.

“Essas práticas, além de ilegais, violam direitos básicos do consumidor e atingem diretamente um público mais vulnerável. De acordo com a legislação brasileira, nenhuma contratação de crédito pode ocorrer sem autorização expressa do consumidor. Ainda assim, são frequentes os relatos de idosos que se deparam com valores ‘disponíveis’ em suas contas sem saber que se tratam de empréstimos sujeitos a juros”, explica.


Como se proteger?

A advogada concorda com Marchetti e diz que a principal forma de prevenir o crime é ter acesso à informação. “O idoso deve desconfiar sempre que houver valores extras liberados sem solicitação prévia. Em muitos casos, instituições financeiras apresentam esses valores como se fossem parte do benefício, quando na verdade são linhas de crédito”, explica.

Entre os cuidados essenciais, estão:


  • Não aceitar ofertas por telefone ou mensagens;
  • Nunca fornecer dados pessoais ou bancários;
  • Solicitar contrato detalhado antes de qualquer decisão;
  • Estar acompanhado de alguém de confiança em atendimentos presenciais.

Ela reforça que “o Código de Defesa do Consumidor garante o direito à informação clara e adequada, e qualquer omissão pode caracterizar prática abusiva”.

A especialista também orienta o que fazer em caso de já ter sido vítima. “Caso o idoso identifique uma contratação indevida, é fundamental agir rapidamente. O primeiro passo é procurar o banco para contestar a operação. Também é possível registrar reclamação no Procon e buscar auxílio jurídico”, pontua.

Ela acrescenta que “a justiça brasileira tem reconhecido, de forma reiterada, o direito à anulação desses contratos e à devolução dos valores cobrados indevidamente, além de indenização por danos morais em determinados casos”.

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Atenção ao atendimento bancário

A advogada alerta que a prática pode ocorrer dentro das próprias agências. “Há situações em que o atendente informa um valor maior que o benefício mensal, sem esclarecer que se trata de crédito”, cita.

Sinais de alerta incluem:

  • Valores liberados sem solicitação;
  • Falta de explicação sobre juros e parcelas;
  • Linguagem confusa ou técnica;
  • Pressa para finalizar a contratação.
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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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