Brasília ONU indica general brasileiro para liderar investigação na Ucrânia

ONU indica general brasileiro para liderar investigação na Ucrânia

Ex-ministro de Bolsonaro, Santos Cruz já atuou em outras duas ações de paz lançadas pela Organização das Nações Unidas

  • Brasília | Renato Souza, do R7, em Brasília

O general brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz durante reunião

O general brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz durante reunião

Exército Brasileiro - Arquivo

A Organização das Nações Unidas (ONU) indicou o general brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz para liderar uma missão de apuração dos fatos na Ucrânia. O anúncio foi feito pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, em uma conversa com jornalistas.

As declarações foram feitas em Lviv, na Ucrânia, ao lado do presidente Volodmir Zelenski e do presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, nesta quinta-feira (18). O militar foi escolhido por ter experiência em missões de paz. Ele foi o chefe da missão Monusco, no Congo, lançada para combater grupos terroristas armados na região.

O general brasileiro também comandou a missão Minustah, no Haiti. Em nota, a ONU afirmou que Santos Cruz agradeceu pela confiança quando foi informado. Ele estava em sua casa, em Brasília, quando recebeu a notícia.

"Eu tomei conhecimento agora de que o secretário-geral da ONU considerou o meu nome para cumprir uma tarefa na Ucrânia. Eu fico muito honrado e tenho a certeza de que os companheiros que irão também ser selecionados pelas Nações Unidas são pessoas da mais alta qualidade, e isso é uma grande garantia para o nosso trabalho, para que possamos ter um resultado positivo sobre o assunto que vai ser tratado", disse.

A primeira missão do general será liderar uma investigação sobre a explosão que deixou 50 mortos na prisão na cidade de Yelenovka, onde estavam 193 prisioneiros ucranianos em poder de tropas russas.

Santos Cruz chegou a ser ministro da Secretaria de Governo do presidente Jair Bolsonaro (PL). No entanto, deixou o cargo e se filiou ao Podemos, passando a ser um crítico das ações do governo.

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