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Pacote para transição: líderes na COP anunciam apoio a plano contra combustíveis fósseis

Ao menos 20 países, contando Alemanha e Colômbia, apoiaram ideia para diminuir dependência de petróleo, carvão e gás mineral

Brasília|Lis Cappi, do R7, enviada especial a Belém

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Vinte países, incluindo Alemanha e Colômbia, apoiam a proposta de transição contra combustíveis fósseis na COP30.
  • O plano visa reduzir a dependência de petróleo, carvão e gás mineral.
  • O apoio inclui assinaturas de países da América Latina e da Europa, além de nações africanas como Serra Leoa e Quênia.
  • Apoio da Alemanha foi anunciado após polêmica envolvendo declarações do primeiro-ministro alemão sobre sua estadia no Brasil.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Vinte países firmaram apoio oficial ao 'Mapa do Caminho'; número maior indica apoio a iniciativa contra fósseis Lis Cappi/R7 - 18.11.2025

Vinte países anunciaram nesta terça-feira (18) apoio formal para a proposta de transição contra o uso de combustíveis fósseis apresentado pela presidência da COP30.

O apoio ao texto não faz parte das pautas formais da conferência, mas indica um avanço nas ações contra combustíveis como petróleo, carvão e gás mineral.

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O plano, que ficou conhecido pelo anúncio de “mutirão” ou “mapa do caminho”, aponta a necessidade de diminuir a dependência de poluentes.

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Os 20 apoios anunciados correspondem às assinaturas formais de países, segundo explicou a ministra colombiana Irene Vélez Torres. Segundo ela, outras nações já sinalizaram que devem aderir ao plano apresentado pelo Brasil, embora ainda não tenham formalizado endosso.

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Monitoramento feito pela Beyond Oil and Gas Alliance (BOGA) aponta pela inclinação de 84 países, que ainda não fizeram o endosso formal à proposta.

Sem dar muitos detalhes, Torres disse que a lista de apoio conta com representações da América Latina e da Europa. Algumas nações do continente africano também anunciaram defesa pela transição livre de petróleo, como a Serra Leoa e Quênia.

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Apesar do aceno, o Quênia defendeu uma transição que permita o desenvolvimento econômico de países ainda dependentes de combustíveis fósseis.

Alemanha adere ao plano após polêmica

Um dos países que decidiu apoiar a iniciativa foi a Alemanha, conforme indicado pelo ministro do Meio Ambiente alemão, Carsten Schneider, que previu das nações “um grande mutirão global”.

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A iniciativa do país ocorre em meio ao desconforto diplomático gerado pelo primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz. O político fez queixas sobre a viagem a Belém para participação na Cúpula dos Líderes, evento que antecedeu a COP30.

“Minhas senhoras e senhores, vivemos num dos países mais bonitos do mundo. Perguntei a alguns jornalistas que estiveram comigo no Brasil na semana passada quem gostaria de ficar lá. Ninguém levantou a mão”, afirmou Merz após voltar à Alemanha.

O comentário foi rebatido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que disse que Belém é melhor do que Berlim, além de considerar que o primeiro-ministro deveria ter ido a um “boteco” no Pará.

“Ele, na verdade, deveria ter ido em um boteco no Pará, deveria ter dançado no Pará, ele deveria ter provado a culinária do Pará, porque ele ia perceber que Berlim não oferece para ele 10% da qualidade que oferece o estado do Pará e a cidade de Belém. E eu falava toda hora, coma maniçoba”, disse Lula.

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